LATERNA MÁGIKA – BELO, MAS NÃO EMPOLGOU

Desde a primeira vez que estivemos em Praga, lá por 1995-96, tentamos ver um espetáculo do grupo. Sempre lotado. O grupo, em 1995, estava em um teatro que, por fora, parecia acanhado, embaixo de uma ponte sobre o Moldava. Hoje faz parte do Teatro Nacional e se abriga em um belo edifício, o “Novo Palco”, em uma das principais avenidas da cidade.

Tentei comprar ingressos pela Internet. Lotado. Amigos nos aconselharam: podem ir antes do espetáculo, que sempre há desistências. Dito e feito. Um casal que havia comprado ingressos extras para amigos que desistiram, nos venderam os dois que sobraram, sem acréscimo.

O espetáculo era uma encenação do “Pequeno Príncipe”, do Saint-Éxupéry.

Muito bonito.

Tecnologicamente perfeito, com encenações multimeios, música, decoração muito inventiva, atores com fantasias criativas (a serpente, a rosa, a raposa), e atores bem expressivos, inclusive dois meninos que revezavam no papel do Príncipe.

Mas, no final, não ficamos tão entusiasmados como queríamos.

A encenação tinha repetições que nos pareciam exageradas, e uma visão do livro muito sombria.

Valeu a pena, sim. Tiramos uma vontade do caminho. Mas esperávamos mais. Ou algo diferente. Não sei.

Os atores evidentemente falavam em checo, mas haviam traduções nos palcos laterais para o inglês e para o alemão. Como estamos acostumados com legendas na frente da tela, ter que olhar para o lado talvez tivesse provocado um ruído na nossa percepção da encenação. A história, todos conhecemos, mas o que estava em jogo ali era a adaptação. Ou seja, a visão que o encanador tinha do texto do Saint-Éxupéry. Daí que acompanhar a leganda seria importante. Talvez, se tivéssemos oportunidade, ver o espetáculo uma segunda vez melhorasse nossa percepção. Mas isso não era possível.

Enfim, valeu a pena, apesar de tudo.

É, de fato, uma experiencia teatral inovadora até hoje, e tiramos esse desejo do caminho.
Até nossa próxima vez em Praga.

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