POLÍTICA DE INCLUSÃO DO MEC AUMENTA A PRESENÇA DE CEGOS NA GRADUAÇÃO

Todos sabemos – ou pelo menos ouvimos falar – das imensas dificuldades que os deficientes visuais têm que vencer para obter uma educação superior. Anos atrás, para os cegos era uma verdadeira façanha conseguir fazer uma universidade e se graduar. A própria D. Dorina Nowill é um desses grandes exemplos de determinação para conseguir alcançar e frequentar uma instituição de ensino superior.

daisy

Esta semana conversei longamente com Pedro Milliet, que é o principal responsável pelo desenvolvimento da informática da Fundação Dorina Nowill, dedicada à inclusão dos deficientes visuais, e que recentemente lançou um aplicativo para tablets da sua versão do programa Daisy, instrumento que permite aos cegos “ler” textos bastante complexos.

Logo escreverei um ou dois posts sobre vários pontos que Pedro Milliet apontou em nossa conversa, não apenas sobre o Daisy, como sobre o Acordo de Marrakesh, que complementa a Convenção de Berna sobre direitos autorais, no blog www.oxisdoproblema.com.br.

O Daisy, para os que não sabem, é um protocolo que transforma textos em voz e permite vários comandos dos usuários (marcar, situar o texto, copiar, comentar, etc.). Ou seja, não é apenas um “audiolivro”, e sim um complexo programa para uso dos cegos, disléxicos (eu não sabia disso) e mesmo de quem tem deficiência visual grave, mas não é totalmente cego.

Aqui quero apenas salientar uma informação que saiu na conversa.

O Pedro Milliet disse, no meio da conversa, que a política do MEC de exigir dos editores versões em Daisy dos livros didáticos do PNLD – Programa Nacional do Livro Didáticos (que atende ao ensino fundamental), e que foi estendido ao Ensino Médio, resultou em um aumento da graduação de cegos no ensino médio, e que estes estão entrando em maior número na educação superior.

– Vamos ter que lidar com as questões do livro universitário brevemente, e de modo sistemático – disse Milliet.

Claro, tudo culpa dos programas de inclusão dos deficientes aplicados pelos governos Lula e Dilma. Parte do programa do PT, sempre atento às questões de inclusão social – e não apenas econômica.

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