{"id":922,"date":"2020-02-11T11:33:12","date_gmt":"2020-02-11T14:33:12","guid":{"rendered":"http:\/\/www.zagaia.blog.br\/?p=922"},"modified":"2020-02-11T11:33:21","modified_gmt":"2020-02-11T14:33:21","slug":"as-capas-e-camadas-de-maria-altamira","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.zagaia.blog.br\/?p=922","title":{"rendered":"AS CAPAS \u2013 E CAMADAS \u2013 DE MARIA ALTAMIRA"},"content":{"rendered":"\n<p>A capa e a contracapa de \u201cMaria Altamira\u201d, o novo romance de\nMaria Jos\u00e9 Silveira, transmitem gr\u00e1fica e metaforicamente o conte\u00fado do livro\nque sai agora em mar\u00e7o, editado pela Instante.<\/p>\n\n\n\n<p>Como disse a professora REGINA DELCASTAGN\u00c8, da Universidade\nde Bras\u00edlia:<\/p>\n\n\n\n<p><em>\u201cEsse \u00e9 um livro a ser percorrido ao som de um lamento, um texto que se contorce sobre si e se desloca, nos convidando a ir junto. S\u00e3o muitos trajetos poss\u00edveis, sem que se assinale um destino final: da cidade soterrada no Peru dos anos 70 \u00e0s terras alagadas pela usina Belo Monte no Par\u00e1 dos dias de hoje; da hist\u00f3ria de uma vida para sempre quebrada aos sonhos de liberdade e justi\u00e7a que se renovam sem parar; dos v\u00e1rios sotaques do espanhol latino-americano, que se infiltram na escrita, ao portugu\u00eas t\u00e3o diferente dos diferentes interiores do Brasil, sem esquecer ainda as falas ind\u00edgenas. S\u00e3o espa\u00e7os e personagens com os quais n\u00f3s, leitores\/as de literatura, n\u00e3o estamos acostumados\/as. Por isso, tamb\u00e9m, a surpresa da bela narrativa, que nos envolve e, de algum modo, nos responsabiliza. Como podemos desconhecer essas vidas e os tantos mecanismos em a\u00e7\u00e3o para destru\u00ed-las, como ousamos ignorar esse lamento, esse grito de revolta?\u201d<\/em><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"1728\" height=\"1152\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.zagaia.blog.br\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/capa-maria-altamira.jpg?fit=640%2C427\" alt=\"\" class=\"wp-image-923\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.zagaia.blog.br\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/capa-maria-altamira.jpg?w=1728 1728w, https:\/\/i0.wp.com\/www.zagaia.blog.br\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/capa-maria-altamira.jpg?resize=300%2C200 300w, https:\/\/i0.wp.com\/www.zagaia.blog.br\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/capa-maria-altamira.jpg?resize=1024%2C683 1024w, https:\/\/i0.wp.com\/www.zagaia.blog.br\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/capa-maria-altamira.jpg?resize=768%2C512 768w, https:\/\/i0.wp.com\/www.zagaia.blog.br\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/capa-maria-altamira.jpg?resize=1536%2C1024 1536w, https:\/\/i0.wp.com\/www.zagaia.blog.br\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/capa-maria-altamira.jpg?w=1280 1280w\" sizes=\"(max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Essa capa foi criada pela <strong>Fabi Yoshikawa<\/strong>. Nas ilustra\u00e7\u00f5es, feitas por <strong>Renato Hofer<\/strong> , os contornos da Am\u00e9rica ganham estampas inspiradas em grafismos de povos ind\u00edgenas. E esse mapa da Am\u00e9rica do Sul serve como guia para leitoras e leitores acompanharem a trajet\u00f3ria de Alel\u00ed e sua filha, Maria Altamira.<br> <br> O ponto de partida dessa hist\u00f3ria \u00e9 a cidade de Yungay, no Peru, que em 1970 foi soterrada por um terremoto. Alel\u00ed, ent\u00e3o com 16 anos, perdeu pais, irm\u00e3os, namorado e a filha de 3 anos. Em choque e sem for\u00e7as, ela partiu sem rumo, percorrendo v\u00e1rios pa\u00edses da Am\u00e9rica do Sul at\u00e9 chegar a S\u00e3o F\u00e9lix do Xingu, no Par\u00e1 brasileiro.<br> <br> \u00c9 no Xingu que ela conhece Manuel Juruna, ind\u00edgena por quem ela se apaixona e com quem tem uma filha, Maria Altamira.<br> <br> O livro conta, ao mesmo tempo, a hist\u00f3ria de Alel\u00ed, de Maria e da cidade de Altamira, abordando conflitos como a constru\u00e7\u00e3o da usina de Belo Monte, as reservas ind\u00edgenas e o movimento dos sem teto, em S\u00e3o Paulo.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"1728\" height=\"1152\" src=\"https:\/\/i2.wp.com\/www.zagaia.blog.br\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/contracapa-maria-altamira.jpg?fit=640%2C427\" alt=\"\" class=\"wp-image-924\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.zagaia.blog.br\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/contracapa-maria-altamira.jpg?w=1728 1728w, https:\/\/i0.wp.com\/www.zagaia.blog.br\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/contracapa-maria-altamira.jpg?resize=300%2C200 300w, https:\/\/i0.wp.com\/www.zagaia.blog.br\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/contracapa-maria-altamira.jpg?resize=1024%2C683 1024w, https:\/\/i0.wp.com\/www.zagaia.blog.br\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/contracapa-maria-altamira.jpg?resize=768%2C512 768w, https:\/\/i0.wp.com\/www.zagaia.blog.br\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/contracapa-maria-altamira.jpg?resize=1536%2C1024 1536w, https:\/\/i0.wp.com\/www.zagaia.blog.br\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/contracapa-maria-altamira.jpg?w=1280 1280w\" sizes=\"(max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Com esta parte da capa, concebida pela <strong>Fabi Yoshikawa<\/strong> e ilustrada pelo <strong>Renato Hofer<\/strong>, n\u00f3s mostramos a regi\u00e3o do rio Xingu ap\u00f3s a constru\u00e7\u00e3o da Barragem de Belo Monte, destacando os trechos de vaz\u00e3o reduzida e de terras ind\u00edgenas. A imagem \u00e9 mais um apoio para o leitor acompanhar as hist\u00f3rias da cidade de Altamira e de Maria.<\/p>\n\n\n\n<p>Filha de Alel\u00ed, criada na cidade de Altamira, Maria vive a\nconstru\u00e7\u00e3o da Usina Hidrel\u00e9trica de Belo Monte. Ela est\u00e1 ciente de que a obra\ndestruir\u00e1 a vida de comunidades ribeirinhas e ind\u00edgenas nas proximidades do rio\nXingu.<\/p>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s um per\u00edodo morando em S\u00e3o Paulo, ela retorna ao Par\u00e1 em\n2015, mas n\u00e3o consegue aceitar com bons olhos a suposta modernidade e o\nprogresso trazidos pela usina. S\u00f3 existe a viol\u00eancia, as novas casas tristes\ndos ribeirinhos, t\u00e3o distantes do rio (agora com peixes escassos e doentes) e\nos impactos sociais e ambientais nas aldeias ind\u00edgenas.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A capa e a contracapa de \u201cMaria Altamira\u201d, o novo romance de Maria Jos\u00e9 Silveira, transmitem gr\u00e1fica e metaforicamente o conte\u00fado do livro que sai agora em mar\u00e7o, editado pela Instante. 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