{"id":775,"date":"2017-09-21T22:36:38","date_gmt":"2017-09-22T01:36:38","guid":{"rendered":"http:\/\/www.zagaia.blog.br\/?p=775"},"modified":"2017-09-21T22:36:38","modified_gmt":"2017-09-22T01:36:38","slug":"o-lugar-da-palavra","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.zagaia.blog.br\/?p=775","title":{"rendered":"O \u201cLugar da Palavra\u201d?"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-full wp-image-776\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.zagaia.blog.br\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/O-Grito-Edvard-Munch-Foto01.jpg?resize=637%2C854\" alt=\"\" width=\"637\" height=\"854\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.zagaia.blog.br\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/O-Grito-Edvard-Munch-Foto01.jpg?w=637 637w, https:\/\/i0.wp.com\/www.zagaia.blog.br\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/O-Grito-Edvard-Munch-Foto01.jpg?resize=224%2C300 224w\" sizes=\"(max-width: 637px) 100vw, 637px\" data-recalc-dims=\"1\" \/> Agora \u00e9 moda. Quem n\u00e3o \u00e9 negro n\u00e3o pode falar de quest\u00f5es sobre negros; quem \u00e9 homem, vixe vixe, n\u00e3o pode falar nada sobre mulheres (prestar solidariedade irrestrita a qualquer bobagem que se apresente como feminista pode&#8230;); quem n\u00e3o \u00e9 \u00edndio n\u00e3o pode; quem n\u00e3o \u00e9 LGTB n\u00e3o pode&#8230;<\/p>\n<p>S\u00f3 se pode falar do pr\u00f3prio umbigo.<\/p>\n<p>Digo eu, esse tipo de posi\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 nada mais que a pobreza de esp\u00edrito se manifestando e castrando a criatividade, a liberdade de dizer o que pensa, o di\u00e1logo. Enfim, castrando as manifesta\u00e7\u00f5es do SER humano e de viver em uma sociedade m\u00faltipla, contradit\u00f3ria, violenta. De classes, em suma.<\/p>\n<p>A palavra nasce no c\u00e9rebro, e o c\u00e9rebro dos seres humanos tem as mesmas capacidades. Pode sentir empatia do mesmo modo como pode sentir \u00f3dio. Pode ser alienado ou militante. Mas, em todos os momentos, \u00e9 a palavra de um ser humano, que deve ser responsabilizado sobre suas a\u00e7\u00f5es, atitudes &#8230; e palavras. Mas n\u00e3o pode ser desqualificado por falar. E o combate \u00e0s posi\u00e7\u00f5es dos outros n\u00e3o se faz alegando \u201co lugar da fala\u201d, muito menos desqualificando algu\u00e9m por conta disso.<\/p>\n<p>Cada um de n\u00f3s \u00e9 o produto de sua hist\u00f3ria e a da sociedade onde vive. E se n\u00e3o podemos falar da hist\u00f3ria dos demais, nos reduzir\u00edamos simplesmente a seres perdidos no pr\u00f3prio solipsismo.<\/p>\n<p>\u201cLutar com palavras \u00e9 a luta mais v\u00e3. Entanto lutamos mal rompe a manh\u00e3. S\u00e3o muitas, eu pouco. Algumas, t\u00e3o fortes como o javali. N\u00e3o me julgo louco. Se o fosse, teria poder de encant\u00e1-las. Mas l\u00facido e frio, apare\u00e7o e tento apanhar algumas para meu sustento num dia de vida. Deixam-se enla\u00e7ar, tontas \u00e0 car\u00edcia e s\u00fabito fogem e n\u00e3o h\u00e1 amea\u00e7a e nem h\u00e1 sev\u00edcia que as traga de novo ao centro da pra\u00e7a\u201d, j\u00e1 dizia o poeta.<\/p>\n<p>Da minha parte, acho meu umbigo muito feio. Se falo, quero falar para fora, do mundo e para o mundo. Lutar com palavras, ainda que estas sejam v\u00e3s diante da estupidez.<\/p>\n<p>O resto, sinceramente, \u00e9 abobrinha de quem, simplesmente, n\u00e3o tem o que falar. De lugar nenhum, e a quem resta somente expressar, raivosamente, a pr\u00f3pria mediocridade.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Agora \u00e9 moda. 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