{"id":606,"date":"2016-05-31T09:55:20","date_gmt":"2016-05-31T12:55:20","guid":{"rendered":"http:\/\/www.zagaia.blog.br\/?p=606"},"modified":"2016-05-31T14:05:26","modified_gmt":"2016-05-31T17:05:26","slug":"antonio-benetazzo-permanencias-do-sensivel","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.zagaia.blog.br\/?p=606","title":{"rendered":"ANTONIO BENETAZZO, PERMAN\u00caNCIAS DO SENS\u00cdVEL"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_607\" style=\"width: 498px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-607\" decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\" wp-image-607\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.zagaia.blog.br\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/Benetazzo-autoretrato.jpg?resize=488%2C720\" alt=\"Autoretrato quando j\u00e1 na clandestinidade. A identidade preservada.\" width=\"488\" height=\"720\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.zagaia.blog.br\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/Benetazzo-autoretrato.jpg?resize=694%2C1024 694w, https:\/\/i0.wp.com\/www.zagaia.blog.br\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/Benetazzo-autoretrato.jpg?resize=203%2C300 203w, https:\/\/i0.wp.com\/www.zagaia.blog.br\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/Benetazzo-autoretrato.jpg?resize=768%2C1133 768w, https:\/\/i0.wp.com\/www.zagaia.blog.br\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/Benetazzo-autoretrato.jpg?w=1436 1436w, https:\/\/i0.wp.com\/www.zagaia.blog.br\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/Benetazzo-autoretrato.jpg?w=1280 1280w\" sizes=\"(max-width: 488px) 100vw, 488px\" data-recalc-dims=\"1\" \/><p id=\"caption-attachment-607\" class=\"wp-caption-text\">Autoretrato quando j\u00e1 na clandestinidade. A identidade preservada.<\/p><\/div>\n<p>No dia 26, feriado, fui at\u00e9 o Centro Cultural S\u00e3o Paulo para ver a exposi\u00e7\u00e3o das obras de Antonio Benetazzo, que ali fariam at\u00e9 o domingo 29 de maio.<br \/>\nUma exposi\u00e7\u00e3o excepcional, e por v\u00e1rias raz\u00f5es.<\/p>\n<p>Benetazzo foi assassinado em 1972, na Casa da Vov\u00f3, o s\u00edtio do Fleury usado para torturas e execu\u00e7\u00f5es que ultrapassavam at\u00e9 mesmo os limites do que acontecia nas depend\u00eancias do DOPS.<\/p>\n<p>Benetazzo, nascido em 1941, tinha 31 anos quando morreu. Era, ainda, um artista em forma\u00e7\u00e3o \u2013 se \u00e9 que em algum momento a forma\u00e7\u00e3o de um artista se encerra&#8230; \u2013 envolvido na luta armada contra a ditadura.<br \/>\nAinda que em forma\u00e7\u00e3o, e com obras em quase sua totalidade executadas sobre papel, o que sobrou nas m\u00e3os de parentes e amigos mostra um pintor com um dom\u00ednio s\u00f3lido n\u00e3o apenas da t\u00e9cnica usada, como tamb\u00e9m com uma vis\u00e3o abrangente e cr\u00edtica da hist\u00f3ria das artes pl\u00e1sticas.<\/p>\n<p>A exposi\u00e7\u00e3o foi promovida pela Secretaria Municipal dos Direitos Humanos e Cidadania, em parceria com a Secretaria Municipal de Cultura, da qual o CCSP \u00e9 um dos principais equipamentos. A SMDHC, atrav\u00e9s da Coordena\u00e7\u00e3o de Direito \u00e0 Mem\u00f3ria e \u00e0 Verdade, parte para recuperar tamb\u00e9m a mem\u00f3ria perdida pela repress\u00e3o. Como lembra Reinaldo Cardenuto, curador da exposi\u00e7\u00e3o, <em>\u201c\u00e0 ditadura n\u00e3o bastava torturar, assassinar ou desaparecer com seus opositores, mas tamb\u00e9m difundir na imprensa farsas e encena\u00e7\u00f5es ou para transmitir recados de for\u00e7a contra aqueles que lhe ofereciam resist\u00eancia. [&#8230;] O regime militar n\u00e3o foi somente um sumidouro de pessoas, mas tamb\u00e9m um perverso sumidouro da mem\u00f3ria\u201d<\/em> (Cat\u00e1logo da exposi\u00e7\u00e3o, p. 11).<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignleft wp-image-608\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.zagaia.blog.br\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/IMG_1442.jpg?resize=255%2C191\" alt=\"IMG_1442\" width=\"255\" height=\"191\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.zagaia.blog.br\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/IMG_1442.jpg?resize=300%2C225 300w, https:\/\/i0.wp.com\/www.zagaia.blog.br\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/IMG_1442.jpg?resize=768%2C576 768w, https:\/\/i0.wp.com\/www.zagaia.blog.br\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/IMG_1442.jpg?resize=1024%2C768 1024w, https:\/\/i0.wp.com\/www.zagaia.blog.br\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/IMG_1442.jpg?w=1280 1280w, https:\/\/i0.wp.com\/www.zagaia.blog.br\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/IMG_1442.jpg?w=1920 1920w\" sizes=\"(max-width: 255px) 100vw, 255px\" data-recalc-dims=\"1\" \/> <img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignleft wp-image-610\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.zagaia.blog.br\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/IMG_1437.jpg?resize=248%2C186\" alt=\"IMG_1437\" width=\"248\" height=\"186\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.zagaia.blog.br\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/IMG_1437.jpg?resize=300%2C225 300w, https:\/\/i0.wp.com\/www.zagaia.blog.br\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/IMG_1437.jpg?resize=768%2C576 768w, https:\/\/i0.wp.com\/www.zagaia.blog.br\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/IMG_1437.jpg?resize=1024%2C768 1024w, https:\/\/i0.wp.com\/www.zagaia.blog.br\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/IMG_1437.jpg?w=1280 1280w, https:\/\/i0.wp.com\/www.zagaia.blog.br\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/IMG_1437.jpg?w=1920 1920w\" sizes=\"(max-width: 248px) 100vw, 248px\" data-recalc-dims=\"1\" \/><\/p>\n<p>Tenho refletido um tanto sobre alguns aspectos da Comiss\u00e3o Nacional da Verdade, e \u00e0 enorme \u00eanfase que foi dada ao fen\u00f4meno da repress\u00e3o: fomos v\u00edtimas da tortura, as pris\u00f5es eram arbitr\u00e1rias, os assassinatos se sucederam. \u00c9 verdade que tamb\u00e9m foram levantadas as a\u00e7\u00f5es da ditadura contra o movimento ind\u00edgena, as manifesta\u00e7\u00f5es de luta antirracista e, \u00e9 claro, as a\u00e7\u00f5es contra as greves de trabalhadores j\u00e1 nos seus estertores. Entretanto, considero pouca a \u00eanfase se d\u00e1, no plano mais concreto, \u00e0s raz\u00f5es pelas quais a viol\u00eancia se abateu sobre os militantes. O que faz\u00edamos para que a ditadura tivesse essas sanhas.<\/p>\n<p>A exposi\u00e7\u00e3o do Benetazzo faz parte dessa resposta, muitas vezes tamb\u00e9m \u201coculta\u201d. A repress\u00e3o se abatia sobre organiza\u00e7\u00f5es, inclusive quando estas j\u00e1 tinham pouca capacidade operacional para apresentar uma resist\u00eancia \u201cmilitar\u201d. A raz\u00e3o pode ser resumida assim: \u00e9 porque t\u00ednhamos capacidade de pensar um Brasil diferente daquele do \u201cmilagre\u201d, e tudo que faz\u00edamos contribuiu para que fosse sendo constru\u00edda essa fr\u00e1gil retomada democr\u00e1tica, agora mais uma fez posta em perigo.<\/p>\n<p>S\u00e9rgio Ferro \u2013 que foi professor de Benetazzo na FAU\/USP, e que tamb\u00e9m esteve preso, chama aten\u00e7\u00e3o precisamente para isso.<\/p>\n<p><em>\u201cN\u00e3o \u00e9 o caso de desenvolver nesta nota a tese sugerida aqui: o sil\u00eancio que envolve a produ\u00e7\u00e3o pl\u00e1stica de Benetazzo (e que atinge tamb\u00e9m muitos outros artistas pl\u00e1sticos resistentes em graus diversos contra a ditadura) faz parte de um movimento (inconsciente espero) de apagamento de nossa mem\u00f3ria hist\u00f3rica para evitar acordar a culpabilidade pela passividade passada diante dos crimes nojentos dessa ditadura. [&#8230;] O grande pecado da resist\u00eancia foi, como se sabe, enfrent\u00e1-la \u2013 e tentar, se fosse poss\u00edvel, alterar a triste situa\u00e7\u00e3o do povo brasileiro inaugurando uma situa\u00e7\u00e3o de real e efetiva liberdade igualit\u00e1ria\u201d<\/em>. (Cat\u00e1logo, S\u00e9rgio Ferro \u2013 p 34).<\/p>\n<p>N\u00e3o sou cr\u00edtico de artes pl\u00e1sticas. Apenas procuro desenvolver a sensibilidade para entender essas correntezas do pensamento \u2013 e da luta (ou de sua nega\u00e7\u00e3o) \u2013 que transparecem nas formas de express\u00e3o art\u00edstica.<\/p>\n<p>Al\u00edpio Freire, que tamb\u00e9m \u00e9 artista pl\u00e1stico, sintetiza melhor que eu:<\/p>\n<div id=\"attachment_611\" style=\"width: 528px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-611\" decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\" wp-image-611\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.zagaia.blog.br\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/Benetazzo-Brasil68.jpg?resize=518%2C650\" alt=\"Benetazzo - Brasil68 - A cria\u00e7\u00e3o dos monstros\" width=\"518\" height=\"650\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.zagaia.blog.br\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/Benetazzo-Brasil68.jpg?resize=239%2C300 239w, https:\/\/i0.wp.com\/www.zagaia.blog.br\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/Benetazzo-Brasil68.jpg?resize=768%2C964 768w, https:\/\/i0.wp.com\/www.zagaia.blog.br\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/Benetazzo-Brasil68.jpg?resize=816%2C1024 816w, https:\/\/i0.wp.com\/www.zagaia.blog.br\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/Benetazzo-Brasil68.jpg?w=1442 1442w, https:\/\/i0.wp.com\/www.zagaia.blog.br\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/Benetazzo-Brasil68.jpg?w=1280 1280w\" sizes=\"(max-width: 518px) 100vw, 518px\" data-recalc-dims=\"1\" \/><p id=\"caption-attachment-611\" class=\"wp-caption-text\">Benetazzo &#8211; Brasil68 &#8211; A cria\u00e7\u00e3o dos monstros<\/p><\/div>\n<p><em>\u201cUm jornalista que se impressionou positivamente com a obra de Benetazzo, referindo-se \u00e0 s\u00e9rie Brasil 68 (p\u00e1ginas 84 a 92 do cat\u00e1logo), teceu paralelos entre estes trabalhos do nosso artista e aqueles de Francisco Jos\u00e9 de Goya y Lucientes, concluindo que estes \u00faltimos eram \u201cbem mais bizarros\u201d. Certamente o \u201cbizarro\u201d, naquele contexto, pretendeu significar \u201cassustador\u201d, \u201caterrorizante\u201d. <\/em><\/p>\n<p><em>O problema \u00e9 que ao pensamento subjacente de Benetazzo subjazia a moral brechtiana desenvolvida fundamentalmente para o teatro e que ele estendia a todas as artes e fazeres \u2013 o chamado \u201cdistanciamento cr\u00edtico\u201d. Ou seja, aos artistas n\u00e3o cabe levar o p\u00fablico a emo\u00e7\u00f5es que redundem em catarses.<\/em><\/p>\n<p><em>Resumindo: se \u00e9 verdade que os monstros de Benetazzo n\u00e3o s\u00e3o t\u00e3o \u201cbizarros\u201d quanto aqueles de Goya, isso se deve certamente a uma escolha do artista. Enfim, como falar do terror e do medo sem aterrorizar ou meter medo no espectador? Como, ao inv\u00e9s disso, lev\u00e1-lo a uma reflex\u00e3o sobre o terror? Esse \u00e9 um dilema moral que se coloca para todo artista s\u00e9rio que se proponha a lidar com o tema. O efeito f\u00e1cil (cat\u00e1rtico e demag\u00f3gico) das torturas insistentes, intermitentes e ultrarrealistas que lotam alguns filmes brasileiros sobre o mais recente per\u00edodo ditatorial deixam bem claro o que aqui pretendemos significar.<\/em><\/p>\n<p><em>Nos seus monstros, Benetazzo foi grande e certeiro: fin\u00edssimas linhas em nanquim preto sobre o papel de seda branco\u201d.<\/em> (Cat\u00e1logo &#8211; Al\u00edpio Freire, p. 43).<\/p>\n<p>Afinal, todos os fascistas repetem o grito do Mil\u00e1n-Astray, o general franquista: &#8220;Viva la Muerte!&#8221; Quem est\u00e1 pela vida \u00e9 sempre alvo.<\/p>\n<p>Marcelo Godoy, no livro <em>A casa da vov\u00f3: uma biografia do DOI-Codi<\/em> revela que Benetazzo, depois de torturado, foi finalmente apedrejado por Fleury e comparsas no s\u00edtio clandestino, e depois levado ao Br\u00e1s e jogado diante de um caminh\u00e3o em velocidade para forjar a mentira do suic\u00eddio.<\/p>\n<div id=\"attachment_612\" style=\"width: 650px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-612\" decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-large wp-image-612\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.zagaia.blog.br\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/benetazzo-ultima-obra.jpg?resize=640%2C887\" alt=\"A \u00faltima obra - inacabada\" width=\"640\" height=\"887\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.zagaia.blog.br\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/benetazzo-ultima-obra.jpg?resize=739%2C1024 739w, https:\/\/i0.wp.com\/www.zagaia.blog.br\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/benetazzo-ultima-obra.jpg?resize=216%2C300 216w, https:\/\/i0.wp.com\/www.zagaia.blog.br\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/benetazzo-ultima-obra.jpg?resize=768%2C1064 768w, https:\/\/i0.wp.com\/www.zagaia.blog.br\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/benetazzo-ultima-obra.jpg?w=1436 1436w, https:\/\/i0.wp.com\/www.zagaia.blog.br\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/benetazzo-ultima-obra.jpg?w=1280 1280w\" sizes=\"(max-width: 640px) 100vw, 640px\" data-recalc-dims=\"1\" \/><p id=\"caption-attachment-612\" class=\"wp-caption-text\">A \u00faltima obra &#8211; inacabada<\/p><\/div>\n<p>O Cat\u00e1logo, com reprodu\u00e7\u00f5es de boa parte das obras expostas, est\u00e1 dispon\u00edvel em algum lugar da Prefeitura. Poderia ter uma difus\u00e3o mais ampla.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No dia 26, feriado, fui at\u00e9 o Centro Cultural S\u00e3o Paulo para ver a exposi\u00e7\u00e3o das obras de Antonio Benetazzo, que ali fariam at\u00e9 o domingo 29 de maio. Uma exposi\u00e7\u00e3o excepcional, e por v\u00e1rias raz\u00f5es. 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