{"id":578,"date":"2015-12-12T17:55:47","date_gmt":"2015-12-12T20:55:47","guid":{"rendered":"http:\/\/www.zagaia.blog.br\/?p=578"},"modified":"2015-12-12T17:55:47","modified_gmt":"2015-12-12T20:55:47","slug":"curt-nimuendaju-o-filme-uma-boa-noticia","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.zagaia.blog.br\/?p=578","title":{"rendered":"CURT NIMUENDAJ\u00da &#8211; O FILME (UMA BOA NOT\u00cdCIA)"},"content":{"rendered":"<p>Curt Nimuendaj\u00fa, um alem\u00e3o de Jena que se encantou com hist\u00f3rias de expedi\u00e7\u00f5es e de povos ind\u00edgenas lidas em na biblioteca da f\u00e1brica (!) Karl Zeiss, veio para o Brasil e se tornou um dos mais produtivos etn\u00f3logos brasileiros.<\/p>\n<p>Curt Unkel recebeu o nome de Nimuendaj\u00fa dos Guarani, em S. Paulo, percorreu o Brasil de norte a sul, viveu (literalmente, viveu, morou e casou) em v\u00e1rias tribos ind\u00edgenas, e morreu de modo meio misterioso. Segundo Roque Laraia, dentre as v\u00e1rias vers\u00f5es que circulam uma muito prov\u00e1vel \u00e9 que tenha sido assassinado, com veneno, pelos fazendeiros com os quais se atritava defendendo os \u00edndios.<\/p>\n<p>Na comemora\u00e7\u00e3o dos setenta anos de sua morte, o Museu do \u00cdndio do RJ reeditou um de seus livros,\u00a0&#8220;Reconhecimento dos Rios I\u00e7ana, Ayari e Uaup\u00e9s&#8221; ,<\/p>\n<p>Meu amigo Jos\u00e9 Bessa estava presente, participando de uma <a onclick=\"javascript:pageTracker._trackPageview('\/outgoing\/www.taquiprati.com.br\/cronica.php?ident=1176');\"  href=\"http:\/\/www.taquiprati.com.br\/cronica.php?ident=1176\" target=\"_blank\">mesa-redonda<\/a> sobre o etn\u00f3logo e relata o dia.<\/p>\n<p>Important\u00edssimo: n\u00e3o deixem de ir ao site do filme de anima\u00e7\u00e3o mencionado no texto do Bessa.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone wp-image-523 size-medium\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.zagaia.blog.br\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/baba.jpg?resize=300%2C70\" alt=\"baba\" width=\"300\" height=\"70\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.zagaia.blog.br\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/baba.jpg?resize=300%2C70 300w, https:\/\/i0.wp.com\/www.zagaia.blog.br\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/baba.jpg?w=782 782w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" data-recalc-dims=\"1\" \/><\/p>\n<p>CURTINDO NIMUENDAJU<br \/>\nJos\u00e9 Ribamar Bessa Freire<br \/>\n13\/12\/2015 &#8211; Di\u00e1rio do Amazonas<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignleft  wp-image-579\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.zagaia.blog.br\/wp-content\/uploads\/2015\/12\/Curt-com-indios-foto-2.jpg?resize=353%2C270\" alt=\"Curt com indios foto 2\" width=\"353\" height=\"270\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.zagaia.blog.br\/wp-content\/uploads\/2015\/12\/Curt-com-indios-foto-2.jpg?w=1008 1008w, https:\/\/i0.wp.com\/www.zagaia.blog.br\/wp-content\/uploads\/2015\/12\/Curt-com-indios-foto-2.jpg?resize=300%2C230 300w, https:\/\/i0.wp.com\/www.zagaia.blog.br\/wp-content\/uploads\/2015\/12\/Curt-com-indios-foto-2.jpg?resize=768%2C588 768w\" sizes=\"(max-width: 353px) 100vw, 353px\" data-recalc-dims=\"1\" \/>\u00a0Curt Nimuendaju morreu como viveu: entre os \u00edndios. Foi numa aldeia ticuna no Solim\u00f5es, em 10 de dezembro de 1945. Ele tinha 62 anos. Nesta quinta-feira, aos 70 anos de sua morte, o Museu do \u00cdndio do Rio de Janeiro lan\u00e7ou o livro de sua autoria &#8220;Reconhecimento dos Rios I\u00e7ana, Ayari e Uaup\u00e9s&#8221; com texto e fotos de 1927, al\u00e9m de dados sobre as l\u00ednguas faladas na bacia do Rio Negro, organizado pelo antrop\u00f3logo Renato Athias, que na ocasi\u00e3o debateu com a linguista Mar\u00edlia Fac\u00f3 e este locutor que vos fala.<\/p>\n<p>Na minha fala, sugeri que a vida de Nimuendaju daria um filme, cujo roteiro tentei esbo\u00e7ar de brincadeirinha. Cheguei at\u00e9 a propor o nome do ator para interpret\u00e1-lo: Jos\u00e9 Mayer, que tem o physique du r\u00f4le. Ele contracenar\u00e1 com Kentap\u00ed, \u00edndia Canela e com Ireti, Apinaj\u00e9, namoradas de Nimuendaju com quem casou, que ser\u00e3o interpretadas n\u00e3o por atrizes profissionais, mas por leitoras selecionadas por esta coluna (cartas e fotos para a reda\u00e7\u00e3o). A dire\u00e7\u00e3o ser\u00e1 de Cao Hamburger, que mostrou entender do riscado com &#8220;Xingu&#8221; e &#8220;O ano em que meus pais sa\u00edram de f\u00e9rias&#8221;.<\/p>\n<p>O filme come\u00e7a com esse alem\u00e3o, nascido em Jena, ainda menino, brincando de \u00edndio nos bosques da Tur\u00edngia conforme indicado em sua biografia ou nadando no igarap\u00e9 do Leine, na Baixa Sax\u00f4nia, quando ainda era conhecido como Curt Unkel &#8211; seu nome de batismo. Seguem-se cenas da adolesc\u00eancia na escola. A Universidade de Jena, fundada em 1557, por onde passaram, entre outros, Goethe, Hegel e Karl Marx, fica de fora. \u00c9 que Nimuendaju nunca cursou o ensino superior, depois de concluir o curso secund\u00e1rio foi trabalhar na f\u00e1brica de instrumentos \u00f3pticos Carls Zeiss.<\/p>\n<p><strong>Mapa de l\u00ednguas<\/strong><\/p>\n<p>Foi l\u00e1, na biblioteca desta f\u00e1brica (s\u00f3 mesmo na Alemanha f\u00e1brica tem biblioteca) que o jovem oper\u00e1rio solit\u00e1rio passou a ler, avidamente, cr\u00f4nicas, relatos de viajantes, de mission\u00e1rios e de naturalistas e se familiarizou com as culturas ind\u00edgenas, as descri\u00e7\u00f5es etnogr\u00e1ficas e a diversidade de l\u00ednguas. Encantado, quando completou 20 anos, decidiu viajar ao Brasil para ver os \u00edndios de perto.<\/p>\n<p>Economizou uns trocados, e com ajuda financeira de sua irm\u00e3 Olga comprou passagem de navio para Santos onde desembarcou em 1903. O filme pode mostrar cenas de Curt ainda Unkel caminhando pela estrada at\u00e9 a primeira aldeia ind\u00edgena, em S\u00e3o Paulo, sua chegada, sua amizade com os guarani e a cerim\u00f4nia do Nhemongara\u00ed, em 1905, quando trocou de nome ao ser batizado como Curt Nimuendaju, que numa tradu\u00e7\u00e3o livre significa &#8220;aquele que constr\u00f3i sua pr\u00f3pria morada&#8221;. Construiu mesmo. O alem\u00e3o se guaranizou e se abrasileirou. Com facilidade para aprender l\u00ednguas, logo dominou, entre outras, o guarani, o portugu\u00eas e o nheengatu.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignright  wp-image-580\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.zagaia.blog.br\/wp-content\/uploads\/2015\/12\/curt-mapa-completo.jpg?resize=390%2C423\" alt=\"curt mapa completo\" width=\"390\" height=\"423\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.zagaia.blog.br\/wp-content\/uploads\/2015\/12\/curt-mapa-completo.jpg?resize=944%2C1024 944w, https:\/\/i0.wp.com\/www.zagaia.blog.br\/wp-content\/uploads\/2015\/12\/curt-mapa-completo.jpg?resize=277%2C300 277w, https:\/\/i0.wp.com\/www.zagaia.blog.br\/wp-content\/uploads\/2015\/12\/curt-mapa-completo.jpg?resize=768%2C833 768w, https:\/\/i0.wp.com\/www.zagaia.blog.br\/wp-content\/uploads\/2015\/12\/curt-mapa-completo.jpg?w=1106 1106w\" sizes=\"(max-width: 390px) 100vw, 390px\" data-recalc-dims=\"1\" \/>\u00a0O interesse por l\u00ednguas ind\u00edgenas levou Nimuendaju a elaborar o mapa etnohist\u00f3rico, trabalho minucioso de cartografia lingu\u00edstica feito no final da vida, depois de percorrer o Brasil de ponta \u00e0 ponta durante 40 anos. Registrou 1.400 grupos ind\u00edgenas em mais de 500 rios, usando 41 cores e tons para indicar as fam\u00edlias lingu\u00edsticas. O mapa tem movimento: a localiza\u00e7\u00e3o dos \u00edndios \u00e9 datada com setas apontando a dire\u00e7\u00e3o dos deslocamentos. Foi considerado &#8220;o maior documento etnogr\u00e1fico brasileiro&#8221; por Alo\u00edsio Magalh\u00e3es, ent\u00e3o presidente da Funda\u00e7\u00e3o Nacional Pr\u00f3-Mem\u00f3ria, que o publicou em 1981, em parceria com o IBGE.<\/p>\n<p>Nas suas andan\u00e7as por aldeias, quase sempre trabalhando para o Servi\u00e7o de Prote\u00e7\u00e3o aos \u00cdndios (SPI), Nimuendaju organizou cole\u00e7\u00f5es de objetos de arte ind\u00edgena que hoje fazem parte do acervo de museus nacionais, europeus e americanos, com os quais manteve permanente di\u00e1logo. Reuniu ainda pe\u00e7as arqueol\u00f3gicas, como aquelas da Cultura Tapaj\u00f3s que recolheu em 1922 depois de uma forte chuva respons\u00e1vel por escavar a principal rua de Santar\u00e9m, s\u00edtio arqueol\u00f3gico que se revelou &#8220;uma mina inesgot\u00e1vel de cer\u00e2mica&#8221;.<\/p>\n<p>Caminhante tapedj\u00e1 como os guarani, zanzando sempre de um lado pro outro, seu ponto de refer\u00eancia por algum tempo foi a cidade de S\u00e3o Paulo, mas depois passou a residir &#8211; digamos assim &#8211; em Bel\u00e9m do Par\u00e1, lugar de pouso entre uma viagem e outra, onde mantinha seus livros e suas tralhas e onde o esperava dona Lila, dom\u00e9stica e lavadeira, com quem casou. Foi mais um casamento em sua vida.<\/p>\n<p><strong>As mortes de Nimuendaju<\/strong><\/p>\n<p>Pode ser interessante o filme sobre Nimuendaju mostrar sua metodologia de trabalho, que implicava longa estadia nas aldeias vivenciando o cotidiano dos \u00edndios, a aprendizagem da l\u00edngua e o estabelecimento de rela\u00e7\u00f5es respeitosas. Talvez seja interessante reconstituir a visita que ele fez em 1938 ao Posto Paragua\u00e7u, na Bahia, e o contato com uma das \u00faltimas falantes da l\u00edngua camac\u00e3, Dona Jacyinta Grayira, que ouvia com dificuldades e n\u00e3o entendia suas perguntas.<\/p>\n<p>Foi a\u00ed que Nimuendaju recorreu ao teatro de mamulengo. Com papel\u00e3o, caixotes e garrafas vazias fabricou bonecos e ressuscitou parentes falecidos de dona Jacynta, movimentando-os sobre uma mesa. Dessa forma, reconstituiu, junto com ela, o invent\u00e1rio dos termos de parentesco na l\u00edngua camac\u00e3 e registrou algumas narrativas m\u00edticas, al\u00e9m de um vocabul\u00e1rio b\u00e1sico nessa l\u00edngua.<\/p>\n<p>Este &#8220;guru da etnologia brasileira&#8221;, andarilho por defini\u00e7\u00e3o na avalia\u00e7\u00e3o de Mariza Corr\u00eaa, foi um &#8220;autodidata que construiu sua trajet\u00f3ria na etnologia brasileira, pesquisando, pesquisando, pesquisando. Talvez tenha sido o \u00faltimo daquela falange brilhante de etn\u00f3grafos viajantes mencionada por Herbert Baldus, que vieram ao Brasil para se embrenhar nas selva e conhecer os verdadeiros nativos do pa\u00eds&#8221;.<\/p>\n<p>Finalmente &#8211; as leitoras que me perdoem &#8211; mas o Jos\u00e9 Mayer vai ter que morrer, n\u00e3o uma, mas muitas vezes. Ser\u00e1? No final, o filme mostrar\u00e1 as diversas mortes de um dos maiores etn\u00f3logos do s\u00e9c.XX, que n\u00e3o tinha diploma universit\u00e1rio, mas deixou uma obra densa e rica. Aconteceu numa aldeia pr\u00f3xima a Santa Rita, no Solim\u00f5es. Uma hemorragia fulminante que \u00e9 contada em v\u00e1rias vers\u00f5es, segundo Roque Laraia.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignleft  wp-image-581\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.zagaia.blog.br\/wp-content\/uploads\/2015\/12\/curt-livro.jpg?resize=336%2C226\" alt=\"curt livro\" width=\"336\" height=\"226\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.zagaia.blog.br\/wp-content\/uploads\/2015\/12\/curt-livro.jpg?w=970 970w, https:\/\/i0.wp.com\/www.zagaia.blog.br\/wp-content\/uploads\/2015\/12\/curt-livro.jpg?resize=300%2C202 300w, https:\/\/i0.wp.com\/www.zagaia.blog.br\/wp-content\/uploads\/2015\/12\/curt-livro.jpg?resize=768%2C516 768w\" sizes=\"(max-width: 336px) 100vw, 336px\" data-recalc-dims=\"1\" \/>\u00a0Para os madeireiros e seringalistas, Nimuendaju teria sido envenenado pelos Ticuna, que estavam &#8211; numa das vers\u00f5es &#8211; enciumados com o envolvimento amoroso dele com as \u00edndias ou &#8211; na outra &#8211; mataram para roubar seus pertences. Laraia afirma que ambas refor\u00e7am preconceitos que pretendem mostrar os \u00edndios como n\u00e3o confi\u00e1veis, capazes de cometer crimes hediondos at\u00e9 contra seus aliados, por isso merecem ser tratados duramente. Uma delas, usou o lado mulherengo dele para obter um verniz de &#8220;veracidade&#8221;.<\/p>\n<p>Os Ticuna contam outras vers\u00f5es. Em uma delas, a causa mortis foi um caf\u00e9 envenenado por um &#8220;civilizado&#8221; da regi\u00e3o, desgostoso com a atua\u00e7\u00e3o indigenista de Nimuendaju, que sempre defendeu os direitos dos \u00edndios e criticou os usurpadores de suas terras. Numa carta a Helo\u00edsa Alberto Torres, pouco antes de morrer, Nimuendaju d\u00e1 nomes aos descontentes. Laraia n\u00e3o descarta a morte natural, j\u00e1 que exames m\u00e9dicos diagnosticaram um ano antes a sa\u00fade debilitada do nosso her\u00f3i por mal\u00e1rias e quinino.<\/p>\n<p>Para um personagem dessa dimens\u00e3o &#8220;uma s\u00f3 morte seria pouca&#8221; &#8211; escreveu Laraia. Os ossos de Nimuendaju, recolhidos por Harald Schultz, durante muitos anos ficaram guardados no Setor de Etnologia do Museu Paulista, numa caixa de papel\u00e3o ou numa iga\u00e7aba, seu enterramento s\u00f3 seria feito em 1981 pela antrop\u00f3loga Tekla Hartmann, respons\u00e1vel pelo Setor.<\/p>\n<p>Existe ainda a vers\u00e3o que nega todas as demais e que foi reafirmada no lan\u00e7amento do seu livro no Museu do \u00cdndio nesta quinta-feira: Curt Nimuendaju continua vivo no meio de n\u00f3s. Ser\u00e1 sempre ressuscitado por seus leitores.<\/p>\n<p>P.S. 1 &#8211; Uma pena: Jos\u00e9 Mayer foi despedido antes mesmo de ser contratado. O filme j\u00e1 \u00e9 realidade e eu nem sabia. Ao final do debate no Museu do \u00cdndio um dos presentes me informou que est\u00e1 em fase de conclus\u00e3o um longa metragem de anima\u00e7\u00e3o sobre a vida de Curt Nimuendaju, vivido na tela pelo ator alem\u00e3o Peter Ketnath (&#8220;Cinema, Aspirinas e Urubus&#8221; de Marcelo Gomes). Ver o link:<a onclick=\"javascript:pageTracker._trackPageview('\/outgoing\/filmenimuendaju.blogspot.com.br\/');\"  href=\"http:\/\/filmenimuendaju.blogspot.com.br\/\" target=\"_blank\">\u00a0http:\/\/filmenimuendaju.blogspot.com.br\/<\/a><\/p>\n<p><em>P.S. 2 &#8211; Mais sobre Curt Nimuendaju pode ser encontrado em: 1) Egon Schaden: Notas sobre a vida e a obra de Curt Nimuendaju, Revista de Antropologia volumes 15 e 16 (1967-68); 2) Roque de Barros Laraia: A morte e as mortes de Nimuendaju (1988) &#8211; S\u00e9rie Antropologia n. 64 Brasilia; 3) Marta Rosa Amoroso (USP): Nimuendaj\u00fa \u00e0s voltas com a hist\u00f3ria. Revista de Antropologia, USP. 2001; 4) Jo\u00e3o Pacheco de Oliveira: Nosso Governo &#8211; Os Tikuna e o Regime Tutelar&#8221;, Programa de P6s-Gradua\u00e7\u00e3o do Museu Nacional, 1986; 5) Thekla Hartmann (org) Cartas do Sert\u00e3o &#8211; De Curt Nimuendaj\u00fa para Carlos Estev\u00e3o de Oliveira Ass\u00edrio &amp; Alvim, Lisboa, 2000; 6) Mariza Corr\u00eaa. Paix\u00e3o Etnol\u00f3gica. Cartas do guru da etnologia brasileira. Jornal de Resenhas, FSP. S\u00e3o Paulo, 12 de maio de 2001; 7) Dossi\u00ea Nimuendaju. Tellus, revista do NEPPI da Universidade Cat\u00f3lica Dom Bosco &#8211; UCDB &#8211; n\u00ba 24, ano 13. 2012<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Curt Nimuendaj\u00fa, um alem\u00e3o de Jena que se encantou com hist\u00f3rias de expedi\u00e7\u00f5es e de povos ind\u00edgenas lidas em na biblioteca da f\u00e1brica (!) Karl Zeiss, veio para o Brasil e se tornou um dos mais produtivos etn\u00f3logos brasileiros. 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