{"id":489,"date":"2015-08-10T00:44:18","date_gmt":"2015-08-10T03:44:18","guid":{"rendered":"http:\/\/www.zagaia.blog.br\/?p=489"},"modified":"2015-08-10T00:45:12","modified_gmt":"2015-08-10T03:45:12","slug":"cosme-alves-neto-homenagem-mais-que-merecida","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.zagaia.blog.br\/?p=489","title":{"rendered":"Cosme Alves Neto &#8211; Homenagem mais que merecida"},"content":{"rendered":"<p>Na \u00faltima vez que estive com Cosmito, viemos juntos da Funarte at\u00e9 o MAM, conversando sobre o trabalho que ela fazia de levantamento do melodrama no cinema latinoamericano. L\u00e1 no MAM, Cosmito me ofereceu um de seus sempre presentes charutos cubanos. Cortamos as pontas e, para minha surpresa, ele acendeu o seu com um isqueiro. &#8220;Cosme, n\u00e3o \u00e9 errado acender charuto com isqueiro?&#8221; &#8211; &#8220;S\u00f3 se for de fluido, com g\u00e1s n\u00e3o deixa cheiro, que \u00e9 o que atrapalha a degusta\u00e7\u00e3o&#8221;.<\/p>\n<p>N\u00e3o encontrei mais com ele depois desse puro.<\/p>\n<p>Mas nossas mem\u00f3rias vinham de muito mais longe. Primeiro, da casa de seu pai, Cosme Alves Filho. Amigo do meu pai, tinha belas varandas com cadeiras de palhinha. Pensador da Amaz\u00f4nia e tamb\u00e9m pr\u00e1tico, Cosme Alves Filho escrevia livros e colocava em pr\u00e1tica seus experimentos. Sua planta\u00e7\u00e3o de seringueiras l\u00e1 no Aleixo foi uma das primeiras a conseguir controlar as pragas que haviam destru\u00eddo a Fordlandia, no Par\u00e1. Sua f\u00e1brica de beneficiamento introduziu novos m\u00e9todos de processamento da mat\u00e9ria prima, e tantas outras coisas.<\/p>\n<p>Em 1964, quando da primeira pris\u00e3o do Cosmito, meu pai foi, a pedido do Dr. Cosme, ao Rio de Janeiro, como um de seus advogados. A segunda pris\u00e3o \u00e9 que foi a mais dura.<\/p>\n<p>Mas a minha conviv\u00eancia se dava principalmente nas f\u00e9rias cariocas. Trocava praia por passar o dia no MAM. Como o projecionista passava o dia inteiro l\u00e1, Cosmito programava at\u00e9 tr\u00eas filmes para que eu visse.\u00a0Foi minha forma\u00e7\u00e3o cinematogr\u00e1fica. Privilegiad\u00edssima, como podem perceber. Todos aqueles tesouros da Cinemateca iam sendo devorados. A lista seria cansativa demais&#8230;<\/p>\n<p>Depois, no GEC, em Manaus &#8211; clone do que ele havia fundado no Rio, e refundado em uma de suas visitas a Manaus &#8211; continuamos recebendo os filmes que vinham do MAM. Depois, os que vinham da Cinemateca Brasileira, com a ponte que ele fez com Paulo Em\u00edlio &#8211; consolidada depois com M\u00e1rcio Souza, Djalma e Gu\u00e1lter Batista, quando vieram estudar em S\u00e3o Paulo depois da invas\u00e3o da Universidade de Bras\u00edlia. A apreens\u00e3o da c\u00f3pia do\u00a0<em>L&#8217;\u00e2ge d&#8217;Or,<\/em> do Bu\u00f1uel, pela Pol\u00edcia Federal, depois de uma emocionante exibi\u00e7\u00e3o &#8211; com um programa preparado e impresso pelo M\u00e1rcio em uma impressora de pedal que tinha l\u00e1 na casa dele.<\/p>\n<p>Agora, o document\u00e1rio do Aur\u00e9lio Michilles, que entrou em cartaz, inclusive em Manaus, onde n\u00e3o h\u00e1 mais cineclubes nem cinemas de arte.<\/p>\n<p>Um filme que testemunha um trabalho cultural de base, fundamental para preserva\u00e7\u00e3o da nossa hist\u00f3ria. N\u00e3o apenas da hist\u00f3ria do cinema brasileiro, mas da hist\u00f3ria. Pois, como dizia o Cosme, mesmo os filmes piores s\u00e3o testemunhas de um momento da vida na sociedade.<\/p>\n<p>Mas \u00e9 melhor deixar o Bessa falar sobre isso.<\/p>\n<p><a onclick=\"javascript:pageTracker._trackPageview('\/downloads\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/taqui.jpg');\"  href=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.zagaia.blog.br\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/taqui.jpg\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-490\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.zagaia.blog.br\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/taqui.jpg?resize=640%2C294\" alt=\"taqui\" width=\"640\" height=\"294\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.zagaia.blog.br\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/taqui.jpg?w=776 776w, https:\/\/i0.wp.com\/www.zagaia.blog.br\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/taqui.jpg?resize=300%2C138 300w\" sizes=\"(max-width: 640px) 100vw, 640px\" data-recalc-dims=\"1\" \/><\/a><\/p>\n<div id=\"attachment_491\" style=\"width: 310px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a onclick=\"javascript:pageTracker._trackPageview('\/downloads\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/cosme-bra\u00e7os-aberttos.jpg');\"  href=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.zagaia.blog.br\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/cosme-bra\u00e7os-aberttos.jpg\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-491\" decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-medium wp-image-491\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.zagaia.blog.br\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/cosme-bra\u00e7os-aberttos.jpg?resize=300%2C221\" alt=\"Cosme Alves Netos, sempre de bra\u00e7os abertos.\" width=\"300\" height=\"221\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.zagaia.blog.br\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/cosme-bra\u00e7os-aberttos.jpg?resize=300%2C221 300w, https:\/\/i0.wp.com\/www.zagaia.blog.br\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/cosme-bra\u00e7os-aberttos.jpg?w=661 661w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" data-recalc-dims=\"1\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-491\" class=\"wp-caption-text\">Cosme Alves Netos, sempre de bra\u00e7os abertos.<\/p><\/div>\n<p>(De S\u00e3o Paulo) Quem foi o Cosme? No Amazonas, os jovens n\u00e3o sabem, mas agora podem saber. O cineasta Aur\u00e9lio Michiles \u2013 o Dami\u00e3o &#8211; d\u00e1 a resposta no document\u00e1rio &#8220;Tudo por amor ao cinema&#8221;, que vi em S\u00e3o Paulo para onde o trabalho me levou. Confesso que fui \u00e0 sala do shopping da Frei Caneca s\u00f3 para ver o Cosme. Vi. Mas acabei vendo muito mais. Vi o cinema e sua hist\u00f3ria. Vi a resist\u00eancia \u00e0 ditadura e a luta da mem\u00f3ria contra o esquecimento. Vi Manaus, o Amazonas, o Brasil. Vi poesia, humor, lirismo. Vi dois amazonenses amantes do cinema: o Cosme e o Dami\u00e3o que narra, bordando de amor cada cena do filme.<br \/>\nEle, Cosme Alves Netto (1937-1996) est\u00e1 l\u00e1 na pintura feita por seu &#8220;g\u00eameo&#8221;. De corpo e alma. De frente e de perfil. Inteiro. Charmoso. Sua passagem pelo planeta \u00e9 contada desde que nasceu em Manaus at\u00e9 a morte no Rio antes de completar 60 anos, passando por sua atua\u00e7\u00e3o em cineclubes, no Grupo de Estudos Cinematogr\u00e1ficos da Uni\u00e3o Metropolitana de Estudantes, nos cursos de Comunica\u00e7\u00e3o da PUC e de Filosofia da FNFi, na programa\u00e7\u00e3o alternativa do Cine Paissandu, na dire\u00e7\u00e3o da Cinemateca do Museu de Arte Moderna. Suas andan\u00e7as pelo mundo como &#8220;embaixador do cinema brasileiro&#8221;, a milit\u00e2ncia na JUC e na A\u00e7\u00e3o Popular, as pris\u00f5es que sofreu, as mulheres de sua vida, nada escapou ao olhar atento e amoroso do Dami\u00e3o.<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>Aur\u00e9lio Michiles, que j\u00e1 nos havia dado \u201c<em>O Cineasta da Selva<\/em>\u201d (1997) premiado em festivais internacionais, correu atr\u00e1s do seu personagem. Consultou arquivos pessoais e familiares. Entrevistou dezenas de cineastas, atores, jornalistas, cr\u00edticos de cinema, escritores, gente que teve o privil\u00e9gio de conviver com Cosme. Filmou os lugares por onde ele passou: Manaus, Rio, S\u00e3o Paulo, Salvador, Bras\u00edlia, Mossor\u00f3, Lisboa e Havana. Construiu uma narrativa, intercalando os depoimentos com cenas de 70 filmes, entre os quais \u201c<em>Cantando na Chuva<\/em>\u201d, o seu preferido. O filme guia dessa forma o olhar do espectador respeitando a intelig\u00eancia e a sensibilidade de cada um.<\/p>\n<p>No depoimento, o escritor M\u00e1rcio Souza, seu amigo, lembra que todo fim de ano recebia Cosme em sua casa, quando assistiam juntos \u201cSinging in the rain\u201d.<\/p>\n<p>\u2013 At\u00e9 hoje, na passagem de ano, eu passo o musical em homenagem a ele. Coloco sua cadeira ao meu lado e assistimos juntos. Coincidentemente Cosme morreu no mesmo dia e na mesma hora que Gene Kelly \u2013 lembra M\u00e1rcio.<\/p>\n<div id=\"attachment_492\" style=\"width: 998px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a onclick=\"javascript:pageTracker._trackPageview('\/downloads\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/Cosme-e-Jos\u00e9-Carlos-Avellar1.jpg');\"  href=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.zagaia.blog.br\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/Cosme-e-Jos\u00e9-Carlos-Avellar1.jpg\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-492\" decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-492 size-full\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.zagaia.blog.br\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/Cosme-e-Jos\u00e9-Carlos-Avellar1.jpg?resize=640%2C469\" alt=\"Cosme e Jos\u00e9 Carlos Avellar na Cinemateca do MAM\" width=\"640\" height=\"469\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.zagaia.blog.br\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/Cosme-e-Jos\u00e9-Carlos-Avellar1.jpg?w=988 988w, https:\/\/i0.wp.com\/www.zagaia.blog.br\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/Cosme-e-Jos\u00e9-Carlos-Avellar1.jpg?resize=300%2C220 300w\" sizes=\"(max-width: 640px) 100vw, 640px\" data-recalc-dims=\"1\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-492\" class=\"wp-caption-text\">Cosme e Jos\u00e9 Carlos Avellar na Cinemateca do MAM<\/p><\/div>\n<p>A vida de Cosme foi toda ela dedicada a lutar contra o esquecimento. Ele salvou da morte obras cinematogr\u00e1ficas que guardou clandestinamente em sua casa e na Cinemateca, registradas com nome camuflado para evitar que fossem destru\u00eddas pela pol\u00edcia e pela censura. Foi o que aconteceu com \u201c<em>Cabra marcado para morrer<\/em>\u201d de Eduardo Coutinho \u2013 um dos entrevistados &#8211; que gravou as primeiras sequ\u00eancias em 1960, salvas por Cosme na Cinemateca do MAM onde ficou registrado com o po\u00e9tico e sugestivo t\u00edtulo de \u201cRosa do Campo\u201d. Desta forma, passou a perna na ditadura militar.<\/p>\n<p>O filme conta as duas vezes em que Cosme Alves Netto foi preso pelos \u00f3rg\u00e3os de repress\u00e3o da ditadura militar. A primeira foi logo depois do Golpe de 64, por Cosme ter exibido na rebeli\u00e3o dos sargentos e marinheiros no Rio de Janeiro o <em>Encoura\u00e7ado Potemkin<\/em> (1925) de Serguei Eisenstein, baseado num fato hist\u00f3rico ocorrido em 1905, na R\u00fassia e na Ucr\u00e2nia.<\/p>\n<p>&#8211; Ele foi preso com a lata do Encoura\u00e7ado, s\u00f3 que teve o cuidado de substituir o conte\u00fado por outro. Quando os militares o prenderam, atearam fogo numa pel\u00edcula qualquer na frente do Cosme, achando que estavam destruindo o filme russo \u2013 conta Michiles.<\/p>\n<p>&#8211; Cosme sempre lutou em favor da liberdade de express\u00e3o, dentro da Cinemateca ele n\u00e3o admitia a censura \u2013 diz o cineasta Luiz Rosemberg Filho, para quem \u201ca fun\u00e7\u00e3o que ele exerceu na hist\u00f3ria do cinema brasileiro foi criar na Cinemateca um espa\u00e7o de resist\u00eancia em plena ditadura militar, quando se enfrentava proibi\u00e7\u00e3o generalizada. Ele exibia filmes proibidos em sess\u00f5es clandestinas em cineclubes e nas universidades\u201d.<\/p>\n<p>Sua segunda pris\u00e3o pelo CENIMAR, na Marinha, \u00e9 contada desde quando desistiu de fugir do Brasil, retornando de S\u00e3o Paulo para o Rio. <a onclick=\"javascript:pageTracker._trackPageview('\/downloads\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/cosme-ditadeura1.jpg');\"  href=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.zagaia.blog.br\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/cosme-ditadeura1.jpg\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignright size-medium wp-image-493\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.zagaia.blog.br\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/cosme-ditadeura1.jpg?resize=300%2C226\" alt=\"cosme ditadeura(1)\" width=\"300\" height=\"226\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.zagaia.blog.br\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/cosme-ditadeura1.jpg?resize=300%2C226 300w, https:\/\/i0.wp.com\/www.zagaia.blog.br\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/cosme-ditadeura1.jpg?w=657 657w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" data-recalc-dims=\"1\" \/><\/a> Foi preso em seu apartamento. Levado para uma unidade militar, um oficial lhe ordenou que aguardasse sentado num sof\u00e1. L\u00e1 ficou esperando o momento de ser fichado e fotografado e de inventariar o que trazia: rel\u00f3gio, algum dinheiro, etc. Foi a\u00ed que se deu conta de que trazia no bolso sua agenda de endere\u00e7os, cuja captura pelos gorilas levaria \u00e0 pris\u00e3o alguns companheiros e amigos. Passou a m\u00e3o por baixo do sof\u00e1 e constatou que l\u00e1 havia um pequeno corte no forro. Jogou com a sorte. Enfiou a agenda l\u00e1 naquele buraco.<\/p>\n<p>Cosme foi interrogado, espancado, torturado, mas n\u00e3o entregou ningu\u00e9m. Seis meses depois, foi liberado. Saiu da pris\u00e3o para a mesma sala por onde havia entrado. Ordenaram para que esperasse sentado no mesmo sof\u00e1 a devolu\u00e7\u00e3o de seus objetos pessoais. Ele se lembrou da agenda, enfiou a m\u00e3o, estava l\u00e1. Retirou-a e colocou-a no bolso. Esse \u00e9 o Cosme que Michiles nos mostra, trazendo-nos depoimentos de Isa Guerra com quem ia se casar antes de ser preso, Gl\u00f3ria Barbosa &#8211; sua companheira na hora da morte e a filha dos dois.<\/p>\n<p>A hist\u00f3ria de Cosme \u00e9 narrada com depoimentos, entre outros, de Ana Arruda Callado, Eduardo Coutinho, Nelson Pereira dos Santos, Jurandy Noronha, Vladimir Carvalho, Walter Carvalho, Oswaldo Caldeira, Silvio Tendler, Orlando Senna, Andrea Tonacci, Geraldo Moraes, Jos\u00e9 Carlos Avellar, Luiz Rosemberg, Zelito Viana, M\u00e1rcio Souza, Joaquim Marinho.<\/p>\n<p>&#8220;Tudo por amor ao cinema&#8221; j\u00e1 est\u00e1 passando em Manaus no Cin\u00e9polis do shopping Ponta Negra, com sess\u00e3o di\u00e1ria \u00e0s 21h50. Traz um dos peda\u00e7os nobres da hist\u00f3ria do Brasil, com a contribui\u00e7\u00e3o dada pelo Amazonas. Tor\u00e7o para que algum jovem amazonense, amante do cinema, possa curti-lo, com a esperan\u00e7a de que dentro de trinta ou quarenta anos fa\u00e7a um filme sobre Dami\u00e3o, que recebeu a tocha de Cosme e agora a est\u00e1 passando adiante. A luta continua. <em>Continuons le combat. Ce n\u00b4est qu\u00b4un d\u00e9but. <\/em><br \/>\nP.S. &#8211; Outras cr\u00f4nicas onde Cosme aparece:<br \/>\n1. Revivendo Cosme (2006)<br \/>\nhttp:\/\/www.taquiprati.com.br\/cronica.php?ident=163<br \/>\n2. Berinho e a transfus\u00e3o de sangue:<br \/>\nhttp:\/\/www.taquiprati.com.br\/cronica.php?ident=164<br \/>\n3.Cosme, cheiro de cinema (2014)<br \/>\nhttp:\/\/www.taquiprati.com.br\/cronica.php?ident=1078<\/p>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na \u00faltima vez que estive com Cosmito, viemos juntos da Funarte at\u00e9 o MAM, conversando sobre o trabalho que ela fazia de levantamento do melodrama no cinema latinoamericano. 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