{"id":461,"date":"2015-06-28T14:09:50","date_gmt":"2015-06-28T17:09:50","guid":{"rendered":"http:\/\/www.zagaia.blog.br\/?p=461"},"modified":"2015-06-28T14:09:50","modified_gmt":"2015-06-28T17:09:50","slug":"oratoria-discursos-e-ignorancia","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.zagaia.blog.br\/?p=461","title":{"rendered":"ORAT\u00d3RIA, DISCURSOS E IGNOR\u00c2NCIA"},"content":{"rendered":"<p>Lembro que em 2009 fui \u00e0 Confer\u00eancia Nacional de Cultura, em Bras\u00edlia. No encerramento, o Lula discursou e depois falou a Dilma, ainda n\u00e3o candidata oficial mas j\u00e1 \u201cungida\u201d pelo Lula. No discurso ela danou de chamar o p\u00fablico (todos presentes na Confer\u00eancia) de \u201cCongressistas\u201d. At\u00e9 que o Lula n\u00e3o guentou mais e interrompeu: \u201cDilminha, eles s\u00e3o delegados. Os congressistas est\u00e3o l\u00e1 no Congresso\u201d.<\/p>\n<p>Quando contei a hist\u00f3ria em casa, comentei: \u201cVai ser dureza\u201d.<\/p>\n<p>De fato, a orat\u00f3ria n\u00e3o \u00e9 uma das virtudes da Presidenta, e j\u00e1 fizeram muitas piadas com isso.<\/p>\n<p>Mas, na semana passada, ela acertou, ao louvar a mandioca. Nem \u00e9 preciso ser antrop\u00f3logo. Algu\u00e9m que seja relativamente informado sabe que as Am\u00e9ricas foram ber\u00e7o de duas grandes culturas alimentares: a do milho e a da mandioca. Isso sem falar da batata, que j\u00e1 salvou a fome da Europa no s\u00e9culo XIX.<\/p>\n<p>Assim que foi de uma estupidez e ignor\u00e2ncia atrozes as cr\u00edticas que fizeram \u00e0 Dilma pelo discurso na abertura dos jogos ind\u00edgenas.<\/p>\n<p>O Bessa, que sabe contar hist\u00f3rias melhor que eu, tem a palavra.<\/p>\n<p>(Mas tamb\u00e9m ela podia ter passado sem a \u201cmulher sapiens\u201d. Essa foi mesmo bola fora.<br \/>\n<a onclick=\"javascript:pageTracker._trackPageview('\/downloads\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/Capturar2.jpg');\"  href=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.zagaia.blog.br\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/Capturar2.jpg\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-462\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.zagaia.blog.br\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/Capturar2.jpg?resize=640%2C306\" alt=\"Capturar\" width=\"640\" height=\"306\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.zagaia.blog.br\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/Capturar2.jpg?w=783 783w, https:\/\/i0.wp.com\/www.zagaia.blog.br\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/Capturar2.jpg?resize=300%2C143 300w\" sizes=\"(max-width: 640px) 100vw, 640px\" data-recalc-dims=\"1\" \/><\/a><\/p>\n<p><a onclick=\"javascript:pageTracker._trackPageview('\/downloads\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/dilma-amndioca.jpg');\"  href=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.zagaia.blog.br\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/dilma-amndioca.jpg\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-full wp-image-463\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.zagaia.blog.br\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/dilma-amndioca.jpg?resize=607%2C409\" alt=\"dilma amndioca\" width=\"607\" height=\"409\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.zagaia.blog.br\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/dilma-amndioca.jpg?w=607 607w, https:\/\/i0.wp.com\/www.zagaia.blog.br\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/dilma-amndioca.jpg?resize=300%2C202 300w\" sizes=\"(max-width: 607px) 100vw, 607px\" data-recalc-dims=\"1\" \/><\/a><\/p>\n<p><em>&#8220;Dona Maria chegou, chegou com a mandioca<br \/>\nPara fazer a farinha, farinha de tapioca&#8221;<br \/>\n(Dona Maria, carimb\u00f3 do Pinduca)<\/em><\/p>\n<p><em>&#8211; &#8220;Ent\u00e3o, aqui, hoje, eu estou saudando a mandioca, uma das maiores conquistas do Brasil&#8221;.<\/em><\/p>\n<p>A frase da presidente Dilma Rousseff, que discursou de improviso no lan\u00e7amento dos I Jogos Mundiais dos Povos Ind\u00edgenas, em Bras\u00edlia, na ter\u00e7a-feira (23\/06), provocou enxurradas de goza\u00e7\u00e3o na m\u00eddia e nas redes sociais. O colunista Jos\u00e9 Sim\u00e3o da Folha de SP, que tem liberdade para rir de Deus e do mundo, especialmente do poder &#8211; o que \u00e9 saud\u00e1vel &#8211; reclamou que <em>&#8220;Dilma sa\u00fada a mandioca, mas s\u00f3 fabrica pepino&#8221;. <\/em>Para ele, a M\u00e3e do PAC virou a M\u00e3e Dioca.<\/p>\n<p>Mas a frase virou tamb\u00e9m motivo de piadinhas obtusas de quem n\u00e3o tem liberdade para rir. \u00c9 o caso do deputado da bancada ruralista, Nilson Aparecido Leit\u00e3o (PSDB-MT), que criou tumulto no plen\u00e1rio da C\u00e2mara, na quinta-feira, quando entre outras coisas impublic\u00e1veis declarou na tribuna:<\/p>\n<p><em>&#8211; &#8220;Dilma est\u00e1 enfiando uma mandioca na popula\u00e7\u00e3o do Brasil com o fim da desonera\u00e7\u00e3o da folha de pagamentos&#8221;.<\/em><\/p>\n<p>&#8211; &#8220;Olha o baixo n\u00edvel&#8221; &#8211; aparteou a deputada Jandira Feghali (PCdoB). No microfone, foi pedida a retirada das palavras de baixo cal\u00e3o dos registros oficiais. Chico Alencar (PSOL) concordou: <em>&#8220;N\u00f3s criticamos esse governo desastroso, mas \u00e9 preciso manter um patamar civilizat\u00f3rio para fazer cr\u00edticas&#8221;<\/em>. Nilson, que \u00e9 muito mais leit\u00e3o do que aparecido, descambou para ofensas e insultos com tom raivoso que contaminou a m\u00eddia e as redes sociais.<\/p>\n<p><strong>Farinha pouca<\/strong><\/p>\n<p>Pobre patriazinha t\u00e3o pobrinha, como cantou o poetinha. Pobre pa\u00eds (des) governado por lambanceiros, cujos l\u00edderes despreparados s\u00e3o do naipe de Sib\u00e1 Machado (PT-AC) e Jos\u00e9 Guimar\u00e3es (PT-CE), que enfrentam uma oposi\u00e7\u00e3o formada por leit\u00f5es, aparecidos, a\u00e9cios, caiados, agripinos, cunhas et caterva. Um lado n\u00e3o governa, o outro n\u00e3o sabe criticar nem cobrar, n\u00e3o consegue se articular como alternativa de poder. Afinal, o que foi que Dilma disse para fazerem tanta farofa com t\u00e3o pouca farinha? Vejamos o contexto, que \u00e9 o que d\u00e1 significado ao que falamos.<\/p>\n<p>Na cerim\u00f4nia de abertura do evento, ocorreram dan\u00e7as rituais ind\u00edgenas. Dilma, depois de benzida por um paj\u00e9, discursou: <em>&#8220;Nenhuma civiliza\u00e7\u00e3o nasceu sem ter acesso a uma forma b\u00e1sica de alimenta\u00e7\u00e3o e aqui n\u00f3s temos uma, como tamb\u00e9m os \u00edndios t\u00eam a deles&#8221;<\/em>. Foi a\u00ed que citou a mandioca, destacando os saberes dos \u00edndios na sua produ\u00e7\u00e3o e <em>&#8220;a capacidade de ter na natureza n\u00e3o aquela a quem se subjuga e explora, mas uma rela\u00e7\u00e3o fraterna de quem sabe que \u00e9 dessa rela\u00e7\u00e3o que nasce nossa sobreviv\u00eancia&#8221;.<\/em><\/p>\n<p><em>&#8211; Dilma \u00e9 a nefelibata da mandioca<\/em> &#8211; berrou Reinaldo Azevedo em sua coluna do GLOBO. Com uma ignor\u00e2ncia supina sobre o tema, arrotou seus preconceitos, querendo ser engra\u00e7ado: <em>&#8220;Um \u00edndio que estivesse com a cara cheia de cauim, a bebida de mandioca fermentada que deixava os \u00edndios doid\u00f5es, n\u00e3o teria produzido nada melhor&#8221;.<\/em><\/p>\n<p>Afinal, de qu\u00ea e de quem est\u00e3o rindo a oposi\u00e7\u00e3o e seus escribas quando Dilma reconhece a mandioca como &#8220;uma das maiores conquistas do Brasil&#8221;? Embora eu preferisse que ela reconhecesse as terras ind\u00edgenas, admito que no que ao aipim se refere, a presidente tem raz\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Aipim domesticado<\/strong><\/p>\n<p><a onclick=\"javascript:pageTracker._trackPageview('\/downloads\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/mandio.jpg');\"  href=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.zagaia.blog.br\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/mandio.jpg\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-full wp-image-464\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.zagaia.blog.br\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/mandio.jpg?resize=292%2C202\" alt=\"mandio\" width=\"292\" height=\"202\" data-recalc-dims=\"1\" \/><\/a> Encharcado de leituras, dei em 1983 uma aula de Hist\u00f3ria Ind\u00edgena na Universidade Federal do Amazonas (UFAM). O tema: a mandioca domesticada pelos \u00edndios por volta de 7.000 a.C. segundo o arque\u00f3logo Donald Lathrap que fala em uma &#8220;civiliza\u00e7\u00e3o da mandioca&#8221;. Durante mil\u00eanios, atrav\u00e9s de experimentos gen\u00e9ticos, os \u00edndios diversificaram a esp\u00e9cie. S\u00f3 na regi\u00e3o do Uap\u00e9s (AM), entre os Tukano, a antrop\u00f3loga Janete Chernella (1986) identificou 137 cultivares diferentes, algumas ignoradas pelas universidades, diz o agr\u00f4nomo Pieter Van der Veld.<\/p>\n<p>Na aula, falei sobre os saberes relacionados \u00e0 preserva\u00e7\u00e3o, controle e t\u00e9cnicas de cultivo e extra\u00e7\u00e3o do veneno da mandioca brava que v\u00eam sendo transmitidos eficazmente pelos horticultores ind\u00edgenas atrav\u00e9s da tradi\u00e7\u00e3o oral. Informei que a mandioca, junto com o milho e o arroz, \u00e9 uma grande fonte de carboidratos nos tr\u00f3picos. At\u00e9 ai, tudo bem. Mas quando comecei a descrever como se produzia a farinha, um aluno me interrompeu:<\/p>\n<p><em>&#8211; Desculpa, professor, mas n\u00e3o \u00e9 bem assim!<\/em><\/p>\n<p>Respondi que minha aula se apoiava em livros &#8211; citei alguns &#8211; lidos durante o curso de doutorado na Fran\u00e7a e perguntei em qual bibliografia ele se baseava.<\/p>\n<p><em>&#8211; N\u00e3o \u00e9 em livro n\u00e3o. Durante muitos anos, eu fabriquei farinha no Distrito de Pedras, munic\u00edpio de Barreirinha, antes de vir pra Manaus <\/em> &#8211; ele disse.<\/p>\n<p>Entreguei-lhe imediatamente o giz, trocamos de lugar e assisti uma senhora aula. No final, aplaudido pelos colegas, ele disse que em sua escolaridade tardia essa tinha sido a \u00fanica vez em que sua experi\u00eancia e os conhecimentos da\u00ed decorrentes foram valorizados. \u00c9 que a escola ignora tais saberes e acaba formatando leit\u00f5es, aparecidos e nefelibatas como Reinaldo Azevedo, que muito ganhariam se tivessem sido alfabetizados por dona Filoca, hoje nome do Posto de Sa\u00fade em Pedras.<\/p>\n<p><a onclick=\"javascript:pageTracker._trackPageview('\/downloads\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/farinha.jpg');\"  href=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.zagaia.blog.br\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/farinha.jpg\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-full wp-image-465\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.zagaia.blog.br\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/farinha.jpg?resize=275%2C212\" alt=\"farinha\" width=\"275\" height=\"212\" data-recalc-dims=\"1\" \/><\/a> Essa ignor\u00e2ncia pode levar \u00e0 morte como ocorreu em abril de 1985 com uma crian\u00e7a na bairro Vila Nova, na periferia de Porto Alegre, intoxicada com mais quinze pessoas por haverem comido mandioca furtada de uma horta. O ent\u00e3o secret\u00e1rio de Sa\u00fade, Germano Bonow, informou que \u201ctodas as semanas h\u00e1 casos de intoxica\u00e7\u00e3o provocada pela ingest\u00e3o de mandioca, por pessoas incapazes de distingui-la do aipim\u201d.<br \/>\n<strong>Pensamento selvagem<\/strong><br \/>\nEsse epis\u00f3dio evidencia a quebra de elos na cadeia de transmiss\u00e3o oral e revela como, em consequ\u00eancia, a sociedade brasileira deixou de se apropriar de um saber milenar, \u00fatil para a sua sobreviv\u00eancia, sem que a escrita substitu\u00edsse essas fun\u00e7\u00f5es para amplos setores da sociedade nacional. Mas a pedagogia da oralidade continua funcionando no interior das sociedades ind\u00edgenas.<\/p>\n<p>J\u00e1 a apropria\u00e7\u00e3o do saber ind\u00edgena pela atual sociedade brasileira tem sido obstaculizada pela ignor\u00e2ncia, o despreparo e at\u00e9 mesmo o desprezo mantido em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s l\u00ednguas e cultura ind\u00edgenas. O preconceito etnoc\u00eantrico n\u00e3o nos tem permitido usufruir desse legado cultural acumulado durante mil\u00eanios e acabou intoxicando leit\u00f5es e aparecidos.<\/p>\n<p>L\u00e9vi-Strauss em <em>O Pensamento Selvagem<\/em> chama a aten\u00e7\u00e3o para o fato de que muitos erros teriam sido evitados se o colonizador tivesse confiado nas taxonomias ind\u00edgenas em lugar de improvisar outras n\u00e3o t\u00e3o adequadas. O riso bo\u00e7al e raivoso \u00e9, portanto, fruto da ignor\u00e2ncia que n\u00e3o ajuda a conhecer o pa\u00eds e a melhorar as condi\u00e7\u00f5es de vida de quem nele vive. L.F. Ver\u00edssimo faz uma distin\u00e7\u00e3o entre, de um lado &#8220;um antipetismo justific\u00e1vel dado os desmandos do pr\u00f3prio PT&#8221; e de outro, &#8220;um \u00f3dio que ultrapassa a raz\u00e3o&#8221; e que &#8220;est\u00e1 no DNA da classe dominante brasileira&#8221;.<\/p>\n<p>Na tentativa de entender os leit\u00f5es aparecidos que reproduzem no cen\u00e1rio pol\u00edtico a metodologia discursiva do embate Adriana Esteves x Gl\u00f3ria Pires na telenovela Babil\u00f4nia, deixo duas quest\u00f5es para o leitor meditar:<\/p>\n<p>1. A m\u00eddia e frequentadores das redes sociais que debocharam de Dilma, fariam o mesmo se A\u00e9cio Neves fosse o autor da apologia da mandioca? Tais cr\u00edticos s\u00e3o livres para gozar as presepadas de A\u00e9cio Neves, construtor de aeroportos e fiscal do governo venezuelano?<\/p>\n<p>2. A pr\u00f3pria Dilma seria insultada se em discurso no congresso da Confedera\u00e7\u00e3o Nacional da Agricultura, tendo ao lado sua ministra K\u00e1tia Abreu, substitu\u00edsse a palavra mandioca por soja ou por trigo plantados pelo agroneg\u00f3cio, considerando-os como uma das maiores conquistas do Brasil?<\/p>\n<p>Nas respostas dadas est\u00e1 a chave para entender porque os leit\u00f5es n\u00e3o s\u00e3o capazes de cantar o carimb\u00f3 do Pinduca, nem de preparar, sem se envenenar, uma mani\u00e7oba completa com folha de maniva, charque, toucinho, mocot\u00f3, costela, paio, chouri\u00e7o, orelha e rabo de leit\u00e3o.<\/p>\n<p>P.S. &#8211; Refer\u00eancias bibliogr\u00e1ficas<br \/>\nCoordena\u00e7\u00e3o Berta G. Ribeiro. Vol. 1 \u2013 Etnobiologia, Petr\u00f3polis. Vozes. 1986. p. 151 a 1<strong>1. Ag\u00eancia O Estado de S\u00e3o Paulo: \u201cFam\u00edlias famintas comem raiz mortal\u201d. A CR\u00cdTICA, Manaus, 26 de abril de 1985.<\/strong><br \/>\n<strong> 2. LATHRAP, Donald W.: \u201cO Alto Amazonas\u201d. Southampton: The Camelot Press Ltd. 1970. (Cap. III \u2013 \u201cCultura da Floresta Tropical\u201d).<\/strong><br \/>\n<strong> 3. CHERNELLA, Janet M.: \u201cOs cultivares de mandioca na \u00e1rea do Uaup\u00e9s (Tukano)\u201d in Suma Etnol\u00f3gica Brasileira. Edi\u00e7\u00e3o atualizada do Handbook of South Am\u00e9rica Indians.<\/strong> <strong>58.<\/strong><br \/>\n<strong> 4. VAN DER VELD, Pieter. Bate-papo na Escola Tuyuka Utapinopona, depois da oficina de forma\u00e7\u00e3o de agentes agroflorestais ind\u00edgenas ministrada por Renato Gavazzi que continuou na 1\u00aa Oficina de Hist\u00f3ria Tuyuka. Instituto Socioambiental. Aldeia Poani , Rio Tiqui\u00e9 2004.<\/strong><br \/>\n<strong> 5. PEREIRA, Maria de Meneses. &#8221; Plantas t\u00f3xicas: determina\u00e7\u00e3o de cianeto em amostras de farinha de mandioca (Manihot esculenta Cranstz) produzidas e\/ou comercializadas em Manaus, AM. Disserta\u00e7\u00e3o de Mestrado em Qu\u00edmica. Universidade Federal do Amazonas. 1997, orientada pelo dr. Jo\u00e3o Ferreira Galv\u00e3o.<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Lembro que em 2009 fui \u00e0 Confer\u00eancia Nacional de Cultura, em Bras\u00edlia. No encerramento, o Lula discursou e depois falou a Dilma, ainda n\u00e3o candidata oficial mas j\u00e1 \u201cungida\u201d pelo Lula. 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