{"id":382,"date":"2015-05-23T23:23:07","date_gmt":"2015-05-24T02:23:07","guid":{"rendered":"http:\/\/www.zagaia.blog.br\/?p=382"},"modified":"2015-05-23T23:23:07","modified_gmt":"2015-05-24T02:23:07","slug":"o-narrador-piadista-que-curte-outro-narrador-piadista-e-filosofo","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.zagaia.blog.br\/?p=382","title":{"rendered":"O NARRADOR-PIADISTA QUE CURTE OUTRO NARRADOR-PIADISTA (E FIL\u00d3SOFO)"},"content":{"rendered":"<p><em>Quem conhece meu amigo Jos\u00e9 Bessa sabe que, entre outras virtudes, ele \u00e9 um narrador e um piadista de m\u00e3o cheia.<\/em><\/p>\n<p><em>Uma vez, quando mor\u00e1vamos em Lima (eu, Maria Jos\u00e9 e Bessa exilados), recebemos a visita de um mexicano enviado pelo Darcy Ribeiro para comprar livros. Putz! O cara chegava com grana para comprar livros! Era para uma das tantas bibliotecas que o Darcy espalhou pela Am\u00e9rica Latina. Dessa vez, era uma na Cidade do M\u00e9xico.<\/em><\/p>\n<p><em>E o Darcy pedia que o acompanh\u00e1ssemos pelas livrarias de Lima.<\/em><\/p>\n<p><em>Foi uma del\u00edcia.<\/em><\/p>\n<p><em>\u00c9 claro que, depois, convidamos o mexicano (droga de mem\u00f3ria, nem lembro mais o nome dele) para almo\u00e7ar em casa.<\/em><\/p>\n<p><em>Foi um dos dias mais divertidos que passamos em Lima.<\/em><\/p>\n<p><em>O mexicano TAMB\u00c9M era um grande narrrador e piadista. E foi fant\u00e1stico. Ele e o Bessa se alterando em contar causos e piadas.<\/em><\/p>\n<p><em>Bem, dessa vez o Bessa desencavou um desses livros que nos caem milagrosamente nas m\u00e3os. No caso, nas dele. Um livro sobre programas de r\u00e1dio que Walter Benjamim fez quado ainda morava em Berlim. Uma Berlim ainda n\u00e3o ocupada pela barb\u00e1rie&#8230;<\/em><\/p>\n<p>Vejam s\u00f3.<\/p>\n<p><a onclick=\"javascript:pageTracker._trackPageview('\/outgoing\/http:\/\/www.taquiprati.com.br\/cronica.php?ident=1145www.zagaia.blog.br\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/Capturar2.jpg');\"  href=\"http:\/\/http:\/\/www.taquiprati.com.br\/cronica.php?ident=1145www.zagaia.blog.br\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/Capturar2.jpg\" target=\"_blank\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-383\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.zagaia.blog.br\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/Capturar2.jpg?resize=640%2C454\" alt=\"Capturar\" width=\"640\" height=\"454\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.zagaia.blog.br\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/Capturar2.jpg?w=793 793w, https:\/\/i0.wp.com\/www.zagaia.blog.br\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/Capturar2.jpg?resize=300%2C213 300w\" sizes=\"(max-width: 640px) 100vw, 640px\" data-recalc-dims=\"1\" \/><\/a><br \/>\nWALTER BENJAMIN E AS CRIAN\u00c7AS NA ERA DO R\u00c1DIO<br \/>\nJos\u00e9 Ribamar Bessa Freire<br \/>\n24\/05\/2015 &#8211; Di\u00e1rio do Amazonas<\/p>\n<p>No momento em que a r\u00e1dio nascia, no final dos anos 1920, uma emissora alem\u00e3 convidou o fil\u00f3sofo marxista Walter Benjamin (1892-1940), de origem judaica, para fazer um programa dirigido a crian\u00e7as.<\/p>\n<p>Durante quatro anos, ele produziu 86 emiss\u00f5es com periodicidade variada, cujas grava\u00e7\u00f5es ficaram esquecidas at\u00e9 1985, quando s\u00f3 ent\u00e3o, depois de transcritas, foram publicadas na Alemanha. Agora, saiu em portugu\u00eas <em>&#8220;A hora das crian\u00e7as. Narrativas radiof\u00f4nicas de Walter Benjamin&#8221;<\/em>. Bebi o livro de uma s\u00f3 talagada e quero compartilh\u00e1-lo aqui com o leitor do Di\u00e1rio do Amazonas.<\/p>\n<p><a onclick=\"javascript:pageTracker._trackPageview('\/downloads\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/WB-radio.jpg');\"  href=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.zagaia.blog.br\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/WB-radio.jpg\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-384\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.zagaia.blog.br\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/WB-radio.jpg?resize=571%2C393\" alt=\"WB radio\" width=\"571\" height=\"393\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.zagaia.blog.br\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/WB-radio.jpg?w=571 571w, https:\/\/i0.wp.com\/www.zagaia.blog.br\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/WB-radio.jpg?resize=300%2C206 300w\" sizes=\"(max-width: 571px) 100vw, 571px\" data-recalc-dims=\"1\" \/><\/a><br \/>\nO que foi que Walter Benjamin, um intelectual refinado, falou para as crian\u00e7as? Tudo. Ele acredita na intelig\u00eancia delas. Apostou que \u00e9 poss\u00edvel conversar com o ouvinte mirim &#8211; a quem trata com muito respeito &#8211; sobre todo e qualquer assunto: arte, t\u00e9cnica, pol\u00edtica, cultura, l\u00edngua, hist\u00f3ria, mem\u00f3ria, teatro, literatura, narrativa, arquitetura, urbanismo, o mundo do trabalho e o universo infantil, livros e at\u00e9 mesmo brinquedos, como esclarece na apresenta\u00e7\u00e3o Rita Ribes, respons\u00e1vel pela edi\u00e7\u00e3o e coordenadora do Grupo de Pesquisa Inf\u00e2ncia e Cultura Contempor\u00e2nea da Faculdade de Educa\u00e7\u00e3o da UERJ.<br \/>\nA interlocu\u00e7\u00e3o respeitosa com as crian\u00e7as permitiu Benjamin dialogar com elas, sem apelar para o excesso de didatismo e sem &#8220;infantiliz\u00e1-las&#8221;. No entanto, como n\u00e3o est\u00e1 falando para a academia, tem sempre o cuidado de explicar alguns termos que usa, como no texto &#8220;O dialeto berlinense&#8221;, onde depois de anunciar em tom coloquial &#8211; <em>&#8220;Bom, hoje quero conversar com voc\u00eas sobre o jeito de falar dos berlinenses&#8221;<\/em> &#8211; define dialeto como &#8220;a l\u00edngua que se fala em determinadas cidades ou regi\u00f5es&#8221;.<br \/>\nO autor busca nas ci\u00eancias da linguagem a reflex\u00e3o sobre dialetologia e a distin\u00e7\u00e3o entre l\u00edngua falada e l\u00edngua escrita, mas se adianta \u00e0 sua \u00e9poca, quando mostra para as crian\u00e7as a import\u00e2ncia da diversidade como marca da l\u00edngua e quando reconhece o valor das falas populares, atribuindo-lhes caracter\u00edsticas pr\u00f3prias de comunidades discursivas, o que \u00e9 hoje um dos pontos cruciais da sociolingu\u00edstica:<br \/>\n<em>&#8211; &#8220;O berlin\u00eas \u00e9 uma l\u00edngua que vem do universo do trabalho, n\u00e3o nasceu com os escritores e os eruditos, mas sim no alojamento do quartel, na mesa de carteado, no \u00f4nibus, na casa de penhores, no est\u00e1dio esportivo e na f\u00e1brica&#8221;.<\/em><br \/>\n<strong>Os xingamentos<\/strong><br \/>\n<a onclick=\"javascript:pageTracker._trackPageview('\/downloads\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/wb-caderneta-bnp-1.jpg');\"  href=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.zagaia.blog.br\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/wb-caderneta-bnp-1.jpg\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-385\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.zagaia.blog.br\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/wb-caderneta-bnp-1.jpg?resize=300%2C198\" alt=\"wb caderneta bnp 1\" width=\"300\" height=\"198\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.zagaia.blog.br\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/wb-caderneta-bnp-1.jpg?resize=300%2C198 300w, https:\/\/i0.wp.com\/www.zagaia.blog.br\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/wb-caderneta-bnp-1.jpg?w=641 641w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" data-recalc-dims=\"1\" \/><\/a>Benjamin, que era um &#8220;rato de biblioteca&#8221;, deixa a sala de leitura e sai em campo. Flana pelos bairros, est\u00e1dios, bares, feiras e mercados, escuta e registra a fala po\u00e9tica e bem humorada da rua. Reproduz trechos deliciosos de discursos dos vendedores ambulantes, do vassoureiro, do aprendiz de sapateiro, do camel\u00f4 que vende prendedor de gravata, dos feirantes. Observa <em>\u201cas pechinchas e o toma-la-d\u00e1-c\u00e1 das mercadorias e do dinheiro\u201d<\/em> nos mercados e feiras, lugares privilegiados de situa\u00e7\u00e3o comunicativa pela natureza dos interc\u00e2mbios e pela concorr\u00eancia dos diferentes agentes sociais:<br \/>\n<em>&#8211; &#8220;A feira \u00e9 um dos melhores lugares para se apurar os ouvidos e perceber o modo de falar berlinense&#8221;<\/em> &#8211; ele diz, mostrando que <em>&#8220;provocar as feirantes para ouvir seus xingamentos havia se tornado uma aut\u00eantica pr\u00e1tica esportiva&#8221;<\/em>.<br \/>\nNum dos programas, ele rememora e documenta para as crian\u00e7as algumas formas de com\u00e9rcio de sua inf\u00e2ncia que desapareceram, como as carro\u00e7as de areia que passavam em 1900 pelas ruas de Berlim com o preg\u00e3o do vendedor que gritava: <em>&#8220;Oooo-lh\u00e1reia! Reia branca!&#8221;<\/em> e que era usada pelas donas de casa para esfregar e limpar o assoalho e arear as panelas.<br \/>\nEnquanto ainda hoje certos dinossauros da Academia Brasileira de Letras e at\u00e9 mesmo de alguns cursos universit\u00e1rios discriminam o portugu\u00eas falado pelas camadas populares como &#8220;errado&#8221; e tratam a norma padr\u00e3o como a \u00fanica &#8220;forma correta&#8221;, Benjamin n\u00e3o s\u00f3 faz a apologia da diversidade lingu\u00edstica, mas a assume como um patrim\u00f4nio cultural a ser preservado. Com fina ironia, ele indica \u00e0s crian\u00e7as o que devem observar:<br \/>\n<em>&#8211; &#8220;O com\u00e9rcio de rua de Berlim \u00e9 a escola superior do dialeto berlinense, a verdadeira Academia de Ret\u00f3rica de Berlim&#8221;<\/em>.<br \/>\nNascido e criado em Berlim, o autor lembra em outro programa o teatro de marionetes que curtiu em sua inf\u00e2ncia. Destaca a capacidade cr\u00edtica dos bonecos e discute o trabalho relevante dos grandes bonequeiros, em di\u00e1logo permanente com outras express\u00f5es culturais como o teatro, a m\u00fasica, a literatura. Os bonequeiros &#8211; ele diz &#8211; vivem exclusivamente e apaixonadamente para seus bonecos, todo o resto lhes \u00e9 indiferente, por isso<em> &#8220;chegam at\u00e9 uma idade avan\u00e7ada&#8221;<\/em>.<br \/>\n<strong>As diabruras<\/strong><br \/>\n<a onclick=\"javascript:pageTracker._trackPageview('\/downloads\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/wb-escrita-filh.jpg');\"  href=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.zagaia.blog.br\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/wb-escrita-filh.jpg\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignright wp-image-386 size-full\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.zagaia.blog.br\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/wb-escrita-filh.jpg?resize=454%2C738\" alt=\"wb escrita filh\" width=\"454\" height=\"738\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.zagaia.blog.br\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/wb-escrita-filh.jpg?w=454 454w, https:\/\/i0.wp.com\/www.zagaia.blog.br\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/wb-escrita-filh.jpg?resize=185%2C300 185w\" sizes=\"(max-width: 454px) 100vw, 454px\" data-recalc-dims=\"1\" \/><\/a>Adultos conservadores condenam Benjamin por acharem que ele incentiva a transgress\u00e3o das crian\u00e7as, como na emiss\u00e3o <em>&#8220;A Berlim demon\u00edaca&#8221;<\/em>, na qual o autor confessa que, de noite, quando era menino, lia escondido livros proibidos por seus pais, escritos por Hoffmann, autor de uma produ\u00e7\u00e3o liter\u00e1ria ousada, que articula o fant\u00e1stico ao cotidiano e onde o pr\u00f3prio capiroto \u00e9 um dos personagens centrais das narrativas encantadas. <em>&#8220;Nem o pr\u00f3prio diabo seria capaz de escrever coisas t\u00e3o demon\u00edacas&#8221;<\/em> &#8211; diz Benjamin &#8211; e t\u00e3o atraentes, eu acrescento. Mas ele contemporiza, aliviado, chamando a aten\u00e7\u00e3o para a toler\u00e2ncia que veio com a era do r\u00e1dio:<br \/>\n<em>&#8211; &#8220;Hoje em dia isso mudou, h\u00e1 cada vez mais pais que n\u00e3o pro\u00edbem seus filhos de ler Hoffmann&#8221;.<\/em><br \/>\nAs brincadeiras s\u00e3o apresentadas como um patrim\u00f4nio digno de mem\u00f3ria nas cr\u00f4nicas <em>&#8220;Um menino nas ruas de Berlim&#8221;<\/em> e<em> &#8220;Passeios pelos brinquedos de Berlim&#8221;<\/em>. L\u00e1 Benjamin registra as diabruras dos moleques que testemunhou em sua inf\u00e2ncia. Eles penduravam um osso com um pouco de carne na campainha das casas, de forma que cada cachorro que passava pulava e tocava a campainha. Ou amarravam um fio de uma ponta \u00e0 outra da cal\u00e7ada, derrubando os frequentadores que \u00e0 noite sa\u00edam cambaleantes dos bares.<br \/>\nN\u00e3o \u00e9 perigoso divulgar isso em programas destinados \u00e0s crian\u00e7as? Benjamin receia receber uma chuva de cartas perguntando:<em> &#8220;O senhor enlouqueceu ou o qu\u00ea?&#8221;<\/em>. Aproveita para antecipar sua resposta:<br \/>\n<em>&#8211; &#8220;As crian\u00e7as querem evidentemente conhecer tudo. E se os adultos s\u00f3 mostram a elas o lado bem comportado e correto da vida, elas logo v\u00e3o querer conhecer o outro lado por si mesmas. Al\u00e9m disso, ningu\u00e9m nunca ouviu falar de crian\u00e7as que tenham se tornado malcriadas por causa de Max e Moritz e tenham, por exemplo, colocado p\u00f3lvora no cachimbo do professor&#8221;.<\/em><br \/>\nMax e Mortiz formavam uma dupla de capetinhas das hist\u00f3rias em quadrinhos que foram traduzidas no Brasil por Olavo Bilac, como informa uma nota de rodap\u00e9 feita pelos editores do livro. Aqui eles foram batizados como Juca e Chico. Tais personagens evidenciam a vig\u00eancia dessa mem\u00f3ria e nos fazem refletir at\u00e9 que ponto essas travessuras s\u00e3o universais e povoam a inf\u00e2ncia de todos n\u00f3s.<br \/>\nNo texto <em>&#8220;O Narrador&#8221;<\/em> (1936), Benjamin lamenta o fato de que \u00e9 cada vez mais raro encontrar pessoas que saibam narrar, que sejam capazes de contar hist\u00f3rias e, com elas, trocar experi\u00eancias. Decreta assim a morte da narrativa. Mas quem &#8220;ouve&#8221; as hist\u00f3rias escritas por Benjamin relativiza sua conclus\u00e3o, porque ele pr\u00f3prio, um puta narrador, \u00e9 um exemplo de que a narrativa est\u00e1 viva e se infiltra nas novas tecnologias da \u00e9poca, como a r\u00e1dio usada, como queria Roquete Pinto, com finalidade educativa no sentido mais profundo do termo.<\/p>\n<p>P.S. &#8220;A hora das crian\u00e7as. Narrativas radiof\u00f4nicas de Walter Benjamin&#8221; (Rio, Nau Editora, 2015, 289 pgs). Tradu\u00e7\u00e3o de Aldo Medeiros. A FAPERJ, que acreditou no projeto editorial, est\u00e1 de parab\u00e9ns.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quem conhece meu amigo Jos\u00e9 Bessa sabe que, entre outras virtudes, ele \u00e9 um narrador e um piadista de m\u00e3o cheia. 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