{"id":364,"date":"2015-05-03T00:09:24","date_gmt":"2015-05-03T03:09:24","guid":{"rendered":"http:\/\/www.zagaia.blog.br\/?p=364"},"modified":"2015-05-03T00:09:24","modified_gmt":"2015-05-03T03:09:24","slug":"a-piroca-e-dos-amazonenses-e-ninguem-tasca","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.zagaia.blog.br\/?p=364","title":{"rendered":"A PIROCA \u00c9 DOS AMAZONENSES E NINGU\u00c9M TASCA!"},"content":{"rendered":"<p>Seguindo na onda do \u00ednclito &#8211; mas talvez com o toba meio preso &#8211; parlamentar cearense-amazonense, sobrenominado Dallas (nome com profundas liga\u00e7\u00f5es locais, of course) declaro alto e em bom som: A piroca \u00e9 nossa! E que n\u00e3o venham os paraenses, que gostam de comer rabo de jacar\u00e9, dizer que \u00e9 deles.<\/p>\n<p>Nananinini.<\/p>\n<p>Mas, deixemos nosso linguista e em\u00e9rito colunista do Taquiprati, professor doutor Jos\u00e9 Bessa, esclarecer devidamente o assunto.<\/p>\n<p><a onclick=\"javascript:pageTracker._trackPageview('\/downloads\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/Capturar.jpg');\"  href=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.zagaia.blog.br\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/Capturar.jpg\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-365\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.zagaia.blog.br\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/Capturar.jpg?resize=640%2C408\" alt=\"Capturar\" width=\"640\" height=\"408\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.zagaia.blog.br\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/Capturar.jpg?w=783 783w, https:\/\/i0.wp.com\/www.zagaia.blog.br\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/Capturar.jpg?resize=300%2C191 300w\" sizes=\"(max-width: 640px) 100vw, 640px\" data-recalc-dims=\"1\" \/><\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A PIROCA \u00c9 NOSSA<br \/>\nJos\u00e9 Ribamar Bessa Freire<br \/>\n03\/05\/2015 &#8211; Di\u00e1rio do Amazonas<\/p>\n<div id=\"attachment_366\" style=\"width: 461px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a onclick=\"javascript:pageTracker._trackPageview('\/downloads\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/Wanderley-Dallas.png');\"  href=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.zagaia.blog.br\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/Wanderley-Dallas.png\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-366\" decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\" wp-image-366\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.zagaia.blog.br\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/Wanderley-Dallas.png?resize=451%2C322\" alt=\"O autor da pirocagem\" width=\"451\" height=\"322\" data-recalc-dims=\"1\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-366\" class=\"wp-caption-text\">O autor da pirocagem<\/p><\/div>\n<p>Com todo respeito, que me desculpem os ouvidos pudibundos, mas &#8220;a piroca \u00e9 nossa&#8221;. \u00c9. \u00c9 isso mesmo que voc\u00eas ouviram. Quem afirma n\u00e3o sou eu, mas o deputado Wanderley Dallas (PMDB-vixe), autor do projeto n\u00ba 341\/2012, ora em tramita\u00e7\u00e3o na Assembleia Legislativa, que eleva o vocabul\u00e1rio do portugu\u00eas regional \u00e0 categoria de patrim\u00f4nio cultural imaterial do Amazonas. Ele destaca o tombamento, entre outras, das palavras piroca, xibiu, fofobira, pinguelo, baitola, toba, pimba, caba\u00e7o e furunfar.<\/p>\n<p>A lista pode ser enriquecida se for consultada a minha desbocada amiga Chach\u00e1 ou, mod\u00e9stia \u00e0 parte, este pr\u00f3prio locutor que vos fala. Em sua tese de doutorado defendida na Sorbonne, Chach\u00e1 sustenta que as palavras est\u00e3o todas relacionadas, umas n\u00e3o existem sem as outras. Dessa forma sem fofobira, a pimba \u00e9 in\u00fatil e ningu\u00e9m furunfa, s\u00f3 o caba\u00e7o sobrevive. Os paraenses invejosos amea\u00e7am, no entanto, de entrar no Supremo Tribunal Federal com uma liminar, fundamentada no princ\u00edpio do &#8220;<em>periculum in mora<\/em>&#8220;, alegando que a piroca e demais verbetes pertencem ao Par\u00e1 e \u00e9 ai que mora o perigo.<\/p>\n<p>Quase todas as palavras consideradas patrim\u00f4nio cultural do Amazonas pelo nobre deputado s\u00e3o origin\u00e1rias do Nheengatu &#8211; a l\u00edngua geral amaz\u00f4nica &#8211; outrora falada em todo o Estado do Gr\u00e3o-Par\u00e1, mas hoje refugiada em solo amazonense. Elas est\u00e3o dicionarizadas no &#8220;<em>Vocabul\u00e1rio Portugu\u00eas-Nheengatu, Nheengatu-Portugu\u00eas<\/em>&#8221; elaborado por E. Stradelli (1929). L\u00e1 consta o verbete Piroca com o significado de &#8220;pelado, depenado, descascado&#8221; (pg. 460).<\/p>\n<p>\u00c9 impressionante como uma simples palavra mexeu com os brios amaz\u00f4nidas e desencadeou um movimento regional tipo aquele de porte nacional &#8211; &#8220;o petr\u00f3leo \u00e9 nosso&#8221; &#8211; que incendiou o Brasil nos anos 1950, dando origem \u00e0 cria\u00e7\u00e3o da Petrobr\u00e1s.<br \/>\nCaso o projeto seja aprovado no sucesso da campanha &#8220;a piroca \u00e9 nossa&#8221;, amazonenses e paraenses ter\u00e3o de se submeter \u00e0 Constitui\u00e7\u00e3o do Estado do Amazonas, cujo artigo 207 determina que &#8220;o poder p\u00fablico deve proteger o patrim\u00f4nio cultural por meio do invent\u00e1rio, registro, vigil\u00e2ncia e tombamento&#8221;. Ou seja, como parte do patrim\u00f4nio cultural estadual, os verbetes devem ser obrigatoriamente cadastrados e protegidos.<\/p>\n<p><strong> Pirocabr\u00e1s<\/strong><\/p>\n<div id=\"attachment_367\" style=\"width: 211px\" class=\"wp-caption alignright\"><a onclick=\"javascript:pageTracker._trackPageview('\/downloads\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/bolsa-magrela-amazones.jpg');\"  href=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.zagaia.blog.br\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/bolsa-magrela-amazones.jpg\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-367\" decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-medium wp-image-367\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.zagaia.blog.br\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/bolsa-magrela-amazones.jpg?resize=201%2C300\" alt=\"Amazon\u00eas port\u00e1til\" width=\"201\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.zagaia.blog.br\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/bolsa-magrela-amazones.jpg?resize=201%2C300 201w, https:\/\/i0.wp.com\/www.zagaia.blog.br\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/bolsa-magrela-amazones.jpg?w=448 448w\" sizes=\"(max-width: 201px) 100vw, 201px\" data-recalc-dims=\"1\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-367\" class=\"wp-caption-text\">Amazon\u00eas port\u00e1til<\/p><\/div>\n<p>Da\u00ed surge o xis do problema: quem \u00e9 que vai cadastrar, inventariar e fiscalizar a piroca e demais verbetes tombados? O Amazonas? O Par\u00e1? Atrav\u00e9s de quais \u00f3rg\u00e3os? Essa \u00e9 a quest\u00e3o que trazemos para o debate. O deputado Dallas n\u00e3o diz se tais tarefas ser\u00e3o executadas por uma esp\u00e9cie de Pirocabr\u00e1s para a qual o deputado Bel\u00e3o Lins j\u00e1 tem at\u00e9 indica\u00e7\u00e3o de nomes do diretor e de 32 assessores, todos eles da sua fam\u00edlia, disputando os cargos em comiss\u00e3o com os in\u00fameros Braga da cota do Roub\u00e9rio Braga, o Berinho, sempiterno secret\u00e1rio estadual de Cultura.<\/p>\n<p>Suponhamos, ou melhor supunhetemos, que enquanto n\u00e3o existir a Pirocabr\u00e1s, caiba ao Conselho Estadual de Defesa do Patrim\u00f4nio Hist\u00f3rico do Amazonas (CEDEFA), de acordo com o art. 14 da lei que o criou, fazer &#8220;<em>o arrolamento dos bens considerados integrantes do Patrim\u00f4nio Hist\u00f3rico<\/em>&#8221; em um dos livros criados para esse fim. Ali\u00e1s, &#8220;<em>arrolamento<\/em>&#8220;, palavra apropriada para o caso, j\u00e1 \u00e9 tamb\u00e9m digna de tombamento. Quando os bens estaduais forem arrolados, o IPHAN &#8211; Instituto do Patrim\u00f4nio Hist\u00f3rico e Art\u00edstico Nacional &#8211; poder\u00e1 incluir os verbetes regionais tamb\u00e9m como patrim\u00f4nio nacional.<\/p>\n<p>J\u00e1 na qualidade de patrim\u00f4nio nacional, o Brasil pode apresentar \u00e0 UNESCO a candidatura das palavras amaz\u00f4nicas como patrim\u00f4nio da humanidade, o que ser\u00e1 &#8220;le jour de gloire&#8221; da fofobira e demais verbetes, mas retirar\u00e1 da Amaz\u00f4nia o controle sobre o processo de patrimonializa\u00e7\u00e3o. \u00c9 que no contato com a l\u00edngua francesa, as palavras ser\u00e3o inevitavelmente afrancesadas, aparecendo como &#8220;fofobirr\u00e1&#8221; ou &#8220;pirroc\u00e1&#8221;.<\/p>\n<p>O processo traz, por\u00e9m, algumas vantagens. Por exemplo, o secret\u00e1rio Berinho fica impedido de transferir a pirroc\u00e1 e outros itens lexicais para a Funda\u00e7\u00e3o Louren\u00e7o Braga, de sua fam\u00edlia, porque o art. 18 da Lei Estadual determina que a prefer\u00eancia \u00e9 do estado do Amazonas e que &#8220;o direito de prefer\u00eancia n\u00e3o impede o propriet\u00e1rio de gravar o estado do bem tombado com \u00f4nus real&#8221; (aten\u00e7\u00e3o revisor, cuidado, \u00e9 \u00f4nus mesmo, com &#8220;o&#8221;).<\/p>\n<p>O tombamento do bem tem o objetivo declarado de valorizar o falar regional, mas isso j\u00e1 foi feito com muita compet\u00eancia e sem \u00f4nus real no dicion\u00e1rio de &#8220;<em>Amazon\u00eas &#8211; Termos Usados no Amazonas<\/em>&#8221; de autoria do linguista S\u00e9rgio Freire, que vem a ser primo do meu sobrinho &#8220;P\u00e3o Molhado&#8221;. Ou pelo cantor Nicolas J\u00fanior, que al\u00e9m da m\u00fasica &#8220;Amazon\u00eas&#8221;, comp\u00f4s outras can\u00e7\u00f5es enraizadas na variedade do portugu\u00eas local.<\/p>\n<p><strong> Fofobira<\/strong><\/p>\n<p><a onclick=\"javascript:pageTracker._trackPageview('\/downloads\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/Sergio-Freire-livro-Amazones.jpg');\"  href=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.zagaia.blog.br\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/Sergio-Freire-livro-Amazones.jpg\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-368\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.zagaia.blog.br\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/Sergio-Freire-livro-Amazones.jpg?resize=300%2C295\" alt=\"Sergio-Freire-livro-Amazones\" width=\"300\" height=\"295\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.zagaia.blog.br\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/Sergio-Freire-livro-Amazones.jpg?resize=300%2C295 300w, https:\/\/i0.wp.com\/www.zagaia.blog.br\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/Sergio-Freire-livro-Amazones.jpg?w=497 497w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" data-recalc-dims=\"1\" \/><\/a>&#8211; A inten\u00e7\u00e3o do projeto \u00e9 boa, mas a forma foi equivocada &#8211; diz uma sobrinha minha que entende do riscado, porque \u00e9 doutora no assunto. Cabe, por\u00e9m, perguntar: por que \u00e9 necess\u00e1rio proteger a piroca, a fofobira e outros verbetes? S\u00e3o palavras amea\u00e7adas? S\u00e3o pr\u00e1ticas em desuso? Na sua justificativa o projeto n\u00e3o identifica quem as amea\u00e7a e porque \u00e9 necess\u00e1rio proteg\u00ea-las.<\/p>\n<p>O debate no parlamento e na m\u00eddia no lugar de se centrar na quest\u00e3o do patrim\u00f4nio cultural e da mem\u00f3ria regional descambou para o campo moralista. O deputado Orlando Cidade (PTN, vixe-vixe) da Comiss\u00e3o de Constitui\u00e7\u00e3o, Justi\u00e7a e Reda\u00e7\u00e3o (CCRJ) ficou escandalizado com a fofobirice do autor e, por isso, defendeu o veto do projeto.<\/p>\n<p>Outro deputado, o doutor Gomes (PSD, vixe, vixe), presidente da Comiss\u00e3o de Educa\u00e7\u00e3o, tamb\u00e9m considerou o projeto imoral. Chocado com a fofobira, adiantou seu veto: &#8220;<em>Vou me pautar nos conceitos de fam\u00edlia, nos conceitos estritamente da \u00e9tica. Darei parecer contr\u00e1rio a qualquer proposta que venha ferir a ordem, que venha constranger o parlamento<\/em>&#8220;.<\/p>\n<p>O curioso \u00e9 que n\u00e3o haveria fam\u00edlia se n\u00e3o existisse aquilo que as palavras mencionadas est\u00e3o nomeando. Pensar que toda essa confus\u00e3o teve origem num trauma de inf\u00e2ncia sofrido por Wanderley Dallas talvez explique o destaque dado a palavras consideradas &#8220;chulas&#8221; pelos moralistas de plant\u00e3o, atacados por libidose cerebral. Nascido em Sobral, no Cear\u00e1, em 1959, ele migrou aos 14 anos para Manaus. Seu nome deveria ser Severino Quixeramobim Dias, mas na hora de batiz\u00e1-lo o oficiante &#8211; um padre norte-americano &#8211; resolveu homenagear os Estados Unidos com os nomes Wanderley e Dallas, o que foi acatado por seu pai, o agricultor Jaime Dias.<\/p>\n<p>Talvez por isso Wanderley Dallas Days abandonaria mais tarde o catolicismo. Em 1980, &#8220;<em>aceitou Cristo como seu Salvador<\/em>&#8221; e logo depois, como radialista na RBN, cursou teologia no Instituto B\u00edblico da Assembleia de Deus: &#8220;<em>Ao longo de sua vida crist\u00e3 j\u00e1 distribuiu mais de 80 mil B\u00edblias<\/em>&#8221; &#8211; informa o texto de seu Gabinete. O deputado comp\u00f5e a bancada evang\u00e9lica e s\u00f3 no primeiro trimestre de 2015 j\u00e1 apresentou 25 projetos, entre os quais o que institui o Dia do Levita &#8211; aquele que domina a arte do louvor &#8211; que ficou conhecido tamb\u00e9m como o Dia do Puxa-Saco.<\/p>\n<p>Com tais credenciais, o deputado que est\u00e1 em seu quinto mandato e foi um dos mais votados, num oportunismo deslavado manifestou preocupa\u00e7\u00e3o com itens importantes da cultura amazonense. V\u00e1rios projetos de sua autoria pretendem transformar em patrim\u00f4nio imaterial as festas do pirarucu, do boto, da cer\u00e2mica e at\u00e9 da desova da tartaruga.<\/p>\n<p>Parece que agora, para escandalizar ainda mais o colega Orlando Cidade, Dallas vai lan\u00e7ar a campanha &#8220;a fofobira \u00e9 nossa e ningu\u00e9m tasca&#8221;. Fofobira \u00e9 um dos carros-chefe registrado na lista do pr\u00f3prio Wanderley Dallas, mas consta tamb\u00e9m com outra grafia &#8211; popopira &#8211; no dicion\u00e1rio de Nheengatu de Stradelli, l\u00edngua que n\u00e3o tem sons correspondentes \u00e0s grafias de &#8220;f&#8221; e &#8220;b&#8221;. Em amazon\u00eas, fofobira significa &#8220;coceira na vagina&#8221;.<\/p>\n<p>P.S. 1 &#8211; Para entender melhor o assunto, al\u00e9m da obra citada de S\u00e9rgio Freire em sua segunda edi\u00e7\u00e3o, recomendamos duas teses: a primeira \u00e9 deste locutor que vos fala: &#8220;Rio Babel -A hist\u00f3ria das l\u00ednguas na Amaz\u00f4nia&#8221;, Rio, Eduerj, 2012 (2\u00aa edi\u00e7\u00e3o). A segunda, de autoria de Charufe Nasser, foi defendida na Fran\u00e7a com o seguinte t\u00edtulo: Le parler de l&#8217;Amazonie: d\u00e9vergondage et libertinage, \u00e7a rime avec sacanage (ainda in\u00e9dito).<\/p>\n<p>P.S. 2 &#8211; Esse Beto Richa (PSDB vixe-vixe), hein, o rei da fuleiragem: quem diria, espancador de professores!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Seguindo na onda do \u00ednclito &#8211; mas talvez com o toba meio preso &#8211; parlamentar cearense-amazonense, sobrenominado Dallas (nome com profundas liga\u00e7\u00f5es locais, of course) declaro alto e em bom som: A piroca \u00e9 nossa! 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