{"id":319,"date":"2015-03-01T01:45:36","date_gmt":"2015-03-01T04:45:36","guid":{"rendered":"http:\/\/www.zagaia.blog.br\/?p=319"},"modified":"2015-03-01T01:45:36","modified_gmt":"2015-03-01T04:45:36","slug":"o-rio-de-janeiro-continua-indio-para-celebrar-o-aniversario-do-balneario-mais-famoso-do-brasil","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.zagaia.blog.br\/?p=319","title":{"rendered":"O RIO DE JANEIRO CONTINUA \u00cdNDIO (PARA CELEBRAR O ANIVERS\u00c1RIO DO BALNE\u00c1RIO MAIS FAMOSO DO BRASIL)"},"content":{"rendered":"<p><a onclick=\"javascript:pageTracker._trackPageview('\/downloads\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/rio-indio.jpg');\"  href=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.zagaia.blog.br\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/rio-indio.jpg\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-320\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.zagaia.blog.br\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/rio-indio.jpg?resize=640%2C432\" alt=\"rio indio\" width=\"640\" height=\"432\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.zagaia.blog.br\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/rio-indio.jpg?w=992 992w, https:\/\/i0.wp.com\/www.zagaia.blog.br\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/rio-indio.jpg?resize=300%2C203 300w\" sizes=\"(max-width: 640px) 100vw, 640px\" data-recalc-dims=\"1\" \/><\/a><br \/>\nO Bessa, mais uma vez, vai na veia. o Rio de Janeiro continua lindo, sim. Mas, na verdade, isso se deve a que tamb\u00e9m continua \u00edndio (apesar de \u00e0s vezes ter raiva disso).<br \/>\nLeiam, aprendam e divirtam-se com mais um <a onclick=\"javascript:pageTracker._trackPageview('\/outgoing\/www.taquiprati.com.br\/cronica.php?ident=1131');\"  href=\"http:\/\/www.taquiprati.com.br\/cronica.php?ident=1131\" target=\"_blank\">Taquiprati<\/a>.<\/p>\n<p><a onclick=\"javascript:pageTracker._trackPageview('\/downloads\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/Taquiprati.jpg');\"  href=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.zagaia.blog.br\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/Taquiprati.jpg\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-26\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.zagaia.blog.br\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/Taquiprati.jpg?resize=640%2C113\" alt=\"Taquiprati\" width=\"640\" height=\"113\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.zagaia.blog.br\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/Taquiprati.jpg?w=779 779w, https:\/\/i0.wp.com\/www.zagaia.blog.br\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/Taquiprati.jpg?resize=300%2C53 300w, https:\/\/i0.wp.com\/www.zagaia.blog.br\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/Taquiprati.jpg?resize=500%2C88 500w\" sizes=\"(max-width: 640px) 100vw, 640px\" data-recalc-dims=\"1\" \/><\/a><\/p>\n<p>Franc\u00eas: \u00a0\u00a0<em>Mam\u00f3pe set\u00e3? (Onde \u00e9 que voc\u00ea mora?)<\/em><\/p>\n<p>\u00cdndio Tupinamb\u00e1 do Rio: <em>Kari\u00f3k-pe. (Em Carioca)<\/em><\/p>\n<p>(Do\u00a0 \u201cCol\u00f3quio\u201d\u00a0 de Jean de L\u00e9ry &#8211; 1558)<strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>O Rio de Janeiro continua sendo, 450 anos depois, \u00edndio, mas nenhum guarani foi convidado para sua festa de anivers\u00e1rio. Neste domingo, 1\u00b0 de mar\u00e7o, nenhum \u00edndio soprar\u00e1 a velinha do tradicional bolo de quase meio quil\u00f4metro que a Sociedade dos Amigos da Rua da Carioca fez para festejar os 450 anos da cidade, como parte da programa\u00e7\u00e3o que prev\u00ea, ao longo do ano, a realiza\u00e7\u00e3o de 600 atividades: confer\u00eancias, semin\u00e1rios, proje\u00e7\u00f5es, exposi\u00e7\u00f5es, missa, performances, teatro, orquestras, bandas, salva de tiros, regata&#8230; Os \u00edndios, por\u00e9m, est\u00e3o ausentes de quase todas.<\/p>\n<p>Mas os \u00edndios est\u00e3o presentes na hist\u00f3ria carioca, a passada e a atual. Os primeiros povoadores que viviam aqui h\u00e1 pelo menos 8 mil anos, &#8220;<em>eram indiv\u00edduos de forte complei\u00e7\u00e3o, baixos, com o rosto estreito, nariz afilado e com pronunciadas arcadas sobre os olhos\u201d, <\/em>escreve o arque\u00f3logo Ondemar Dias. Algumas evid\u00eancias mostram que, por volta de 3.000 a.C., houve uma \u201cexplos\u00e3o de vida\u201d no litoral, quando os pescadores come\u00e7am a usar redes e armadilhas de pegar peixes na ba\u00eda de Guanabara e surgem os primeiros agricultores, segundo Alfredo Mendon\u00e7a, arque\u00f3logo amazonense que estudou o Rio.<\/p>\n<p>No s\u00e9c. XVI, quando os europeus desembarcam, encontram o entorno da ba\u00eda de Guanabara habitado por milhares de \u00edndios <em>Tupinamb\u00e1,<\/em> <em>Temimin\u00f3 e<\/em> <em>Tupinikin<\/em>. Todos eles desenvolviam pr\u00e1ticas sociais trabalhando, narrando, rezando, cantando, sonhando, sofrendo, reclamando, brigando, rindo e se divertindo em l\u00ednguas da fam\u00edlia tupi-guarani. Com essas l\u00ednguas, classificaram o mundo. Nomearam rios, lagos, montanhas, pedras, \u00e1rvores, plantas, flores, aves, peixes, insetos, mam\u00edferos e outros animais.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.taquiprati.com.br\/images\/Felipe%20cristo(1).jpg?resize=318%2C168\" alt=\"\" width=\"318\" height=\"168\" data-recalc-dims=\"1\" \/><\/p>\n<p>Viviam em centenas de tabas, 36 das quais foram mapeadas na Ilha do Governador pelo frade Andr\u00e9 Thevet, que veio na frota de Villegagnon. Outras 32 aldeias foram listadas pelo calvinista franc\u00eas, Jean de L\u00e9ry, em 1558. Os portugueses acrescentaram mais povoa\u00e7\u00f5es. A mais importante \u00e9 a aldeia <em>Kari\u00f3k<\/em> situada no sop\u00e9 do morro da Gl\u00f3ria, na foz do rio Carioca, que tinha uma segunda foz, mais caudalosa, na praia do Flamengo. Cada aldeia tinha popula\u00e7\u00e3o que variava entre 500 a 3.000 \u00edndios, todos dizimados pelo sistema colonial, respons\u00e1vel por uma cat\u00e1strofe demogr\u00e1fica.<\/p>\n<p><strong>Tem \u00edndio no Rio\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>Os territ\u00f3rios ind\u00edgenas foram invadidos, suas aldeias destru\u00eddas, suas terras ocupadas, loteadas e distribu\u00eddas. O rec\u00f4ncavo foi todo retalhado. Com a funda\u00e7\u00e3o da vila de S\u00e3o Sebasti\u00e3o do Rio de Janeiro, sesmarias foram concedidas para constituir o patrim\u00f4nio da cidade, incluindo a ba\u00eda de Guanabara e adjac\u00eancias. Para fora do n\u00facleo urbano, estendia-se zona agr\u00edcola e pastoril, com lavouras, engenhos e campos de pastagem.<\/p>\n<p>No Rio, no per\u00edodo colonial, os \u00edndios trabalharam compulsoriamente na abertura de picadas e clareiras, na derrubada de \u00e1rvores e seu transporte, remando canoas, na constru\u00e7\u00e3o de feitorias, engenhos e fortalezas, em olarias, na agricultura, na fabrica\u00e7\u00e3o de farinha, na ca\u00e7a e pesca. E at\u00e9 meados do s\u00e9c.XIX, 15 aldeias da Prov\u00edncia abasteciam ainda a cidade com \u00edndios que prestavam servi\u00e7os dom\u00e9sticos, faziam biscates ou eram recrutados para as obras p\u00fablicas, o Arsenal da Marinha e a pesca da baleia.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.taquiprati.com.br\/images\/debret.jpg?resize=282%2C194\" alt=\"\" width=\"282\" height=\"194\" data-recalc-dims=\"1\" \/>Esses &#8220;\u00edndios urbanos&#8221;, quase sempre sem domic\u00edlio certo, formavam uma \u201ctribo\u201d desfigurada que vagava pelas tabernas da Candel\u00e1ria, Santa Rita e S\u00e3o Jos\u00e9, entrando em\u00a0 conflito permanente com a Pol\u00edcia. A pr\u00f3pria C\u00e2mara Municipal do Rio requisitava das pris\u00f5es os \u00edndios para as obras p\u00fablicas, como foi o caso da reforma do Passeio P\u00fablico, em 1831, toda feita com trabalho ind\u00edgena.<\/p>\n<p>V\u00e1rios estrangeiros que visitaram a cidade no s\u00e9c. XIX deixaram relatos, al\u00e9m de rica documenta\u00e7\u00e3o iconogr\u00e1fica como as de Debret (1768-1848) e Rugendas (1802-1858). \u00cdndias lavadeiras, \u00e0 beira do rio, no Catete, onde lavavam roupa, foram documentadas por Debret que escreveu: &#8220;<em>Seus filhos tornam-se, com 12 ou 14 anos, excelentes criados\u201d<\/em>. Retrata \u00edndios de diferentes etnias alojados na ilha das Cobras, num barrac\u00e3o da Marinha.<\/p>\n<p>No s\u00e9c. XX, os \u00edndios continuam a transitar pela capital da Rep\u00fablica, para onde migravam por diversos motivos. O Rio sempre foi e nunca deixou de ser \u00edndio. Hoje, o estado do Rio abriga apenas 1.9% do total da popula\u00e7\u00e3o ind\u00edgena do Brasil, parte dela vivendo na capital. Os dois \u00faltimos censos do IBGE indicam que em 2000 moravam dispersos pelos bairros da periferia da cidade cerca de 15.622 \u00edndios, que diminuiu em 2010 para 6.764, mas que cresce se incluirmos os 11.961 \u00edndios que moram na Regi\u00e3o Metropolitana.<\/p>\n<p><strong>A carioquice<\/strong><\/p>\n<p>O Rio continua \u00edndio no seu patrim\u00f4nio cultural material e imaterial, que modelou a identidade carioca, ainda que muitos ignorem tais influ\u00eancias e outros a rejeitem mesmo sem conhec\u00ea-las. O Rio \u00e9 \u00a0\u00edndio em seu patrim\u00f4nio lingu\u00edstico, no jeito de falar e de ser. N\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel sequer se identificar e indicar o endere\u00e7o sem pagar tributo simb\u00f3lico \u00e0s l\u00ednguas ind\u00edgenas. \u00a0<em>Carioca <\/em>\u00e9 nome do rio sagrado dos Tupinamb\u00e1 que significa \u201cmorada (<em>oca<\/em>) do acari\u201d, um peixe que cava buracos na lama e ali mora. Da mesma origem s\u00e3o nomes de bairros e acidentes geogr\u00e1ficos.<\/p>\n<p>O sotaque carioca est\u00e1 presente na busca de uma linguagem musical brasileira realizada, entre outros, pelo carioca de Laranjeiras Heitor Villa-Lobos, que exalta &#8220;<em>Tup\u00e3, deus do Brasil<\/em>&#8221; no<em>Canto do Paj\u00e9<\/em> \u00a0e canta saudoso: &#8220;<em>Anhang\u00e1 me fez sonhar com a terra que perdi&#8221;. <\/em>Est\u00e1 tamb\u00e9m no maestro Carlos Gomes, paulista que viveu no Rio e usou em sua \u00f3pera <em>O Guarani<\/em>instrumentos ind\u00edgenas como marac\u00e1s, in\u00fabias, bor\u00e9s e flautas. O Rio continua \u00edndio no carnaval, no candombl\u00e9 e na literatura.<\/p>\n<p>Os autos teatrais de Anchieta, o poema <em>Caramuru <\/em>(1781) de Santa Rita Dur\u00e3o, a obra \u00e9pica <em>A Confedera\u00e7\u00e3o dos Tamoios<\/em> (1856) de Gon\u00e7alves de Magalh\u00e3es mostram que a presen\u00e7a do \u00edndio na literatura marcou a forma\u00e7\u00e3o da identidade nacional, o que foi referendado por Gon\u00e7alves Dias e Jos\u00e9 de Alencar que viveram na capital. Os \u00edndios foram imaginados como modelo de brasilidade e, num certo sentido, de carioquice, com os Tamoio ou Tupinamb\u00e1 sendo cantados em prosa e verso.\u00a0<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.taquiprati.com.br\/images\/arcos%20lapa.jpg?w=640\" alt=\"\" data-recalc-dims=\"1\" \/><\/p>\n<p>A carioquice do Rio est\u00e1 impregnada por contribui\u00e7\u00e3o dos \u00edndios \u00e0 identidade local num processo hist\u00f3rico violento, em que conhecimentos subterr\u00e2neos foram repassados oralmente de uma gera\u00e7\u00e3o \u00e0 outra no campo da medicina, da farmacologia, da culin\u00e1ria, da biologia, da agronomia, da religi\u00e3o, das festas, dos rituais. Os saberes ind\u00edgenas acabaram legando alternativas de sobreviv\u00eancia nos tr\u00f3picos, transmitindo-nos inventos adaptativos que desenvolveram em milhares de anos, concretizados nos m\u00e9todos de plantar, ca\u00e7ar, pescar e preparar alimentos.<\/p>\n<p>O Rio continua \u00edndio no patrim\u00f4nio arqueol\u00f3gico da cidade, parcialmente destru\u00eddo pela especula\u00e7\u00e3o imobili\u00e1ria, cujos s\u00edtios oferecem pistas sobre sua ocupa\u00e7\u00e3o. <img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.taquiprati.com.br\/images\/amaro%20arcos%20lapa(1).jpg?resize=382%2C256\" alt=\"\" width=\"382\" height=\"256\" data-recalc-dims=\"1\" \/>\u00a0 Museus e arquivos s\u00e3o tamb\u00e9m territ\u00f3rios ind\u00edgenas, pois guardam marcas indel\u00e9veis da presen\u00e7a deles. Esse patrim\u00f4nio documental permite identificar a contribui\u00e7\u00e3o ind\u00edgena na configura\u00e7\u00e3o da paisagem da cidade, cujos parques e jardins contaram com o trabalho dos \u00edndios, assim como a constru\u00e7\u00e3o de edif\u00edcios, fortalezas e monumentos.<\/p>\n<p><strong>Os Arcos da Lapa<\/strong><\/p>\n<p>No patrim\u00f4nio de pedra e cal, entre outros, encontramos os Arcos da Lapa, constru\u00eddo com o sangue e o suor dos \u00edndios, conforme carta do sec. XVII escrita por Andr\u00e9 Soares, respons\u00e1vel pela constru\u00e7\u00e3o do Aqueduto que trouxe \u00e1gua do rio Carioca para a cidade, &#8220;<em>a qual obra se n\u00e3o pode fazer sem assist\u00eancia dos \u00cdndios, que s\u00e3o os trabalhadores que naquellas partes costum\u00e3o trabalhar&#8221;.<\/em> O autor menciona \u00edndios nas obras do Senado da C\u00e2mara e nos engenhos de particulares. A informa\u00e7\u00e3o \u00e9 confirmada pelo jesu\u00edta Pl\u00e1cido Nunes (1683-1755), em carta dirigida ao Vice-Rei do Brasil:<\/p>\n<p>&#8220;<em>Em nossos tempos <strong>todas as Fortalezas,<\/strong> que se acham no Rio de Janeiro\u00a0 foram feitas pelos \u00cdndios (&#8230;) Estes mesmos abriram o <strong>Caminho Grande,<\/strong> que vai do Rio de Janeiro para Minas at\u00e9 o Rio Paraibuna.\u00a0 Estes os que conduziram todos os materiais e instrumentos para a Casa de Fundi\u00e7\u00e3o (&#8230;). Estes, finalmente os que trabalharam o Aqueduto pelo qual se p\u00f4s a \u00c1gua da Carioca na Cidade do Rio de Janeiro\u201d.<\/em><\/p>\n<p>Confirmando que o Rio de Janeiro continua \u00edndio, na resist\u00eancia e nas alian\u00e7as, a cidade foi palco de manifesta\u00e7\u00f5es, em junho de 2013, de ind\u00edgenas da denominada Aldeia Maracan\u00e3, aliados a n\u00e3o-ind\u00edgenas, que cobraram a preserva\u00e7\u00e3o do antigo pr\u00e9dio do Museu do \u00cdndio condenado \u00e0 destrui\u00e7\u00e3o. Diante do clamor p\u00fablico, o ent\u00e3o governador S\u00e9rgio Cabral, retrocedeu e anunciou a restaura\u00e7\u00e3o do im\u00f3vel situado ao lado do Est\u00e1dio do Maracan\u00e3 para sediar um Centro de Refer\u00eancia das Culturas Ind\u00edgenas (CRCI).\u00a0<img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.taquiprati.com.br\/images\/aldeia-maracan%C3%A31-350x233(1).jpg?resize=212%2C146\" alt=\"\" width=\"212\" height=\"146\" data-recalc-dims=\"1\" \/><\/p>\n<p>Depois de discutir com 41 l\u00edderes ind\u00edgenas de todo o pa\u00eds, o governo definiu por decreto os objetivos do CRCI, que se compromete a<em>&#8220;promover, preservar e difundir a hist\u00f3ria, os valores, os conhecimentos e todos os aspectos culturais dos ind\u00edgenas brasileiros, com foco especial nos grupos que vivem ou viveram nas diversas regi\u00f5es do estado do Rio de Janeiro&#8221;.<\/em><\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 preciso aniquilar o passado para entrar na modernidade, o povo carioca tem muitas raz\u00f5es para se identificar com a diversidade das culturas que aqui floresceram. O Rio continua \u00edndio. Resistindo. Sempre. O Rio de Janeiro, fevereiro e mar\u00e7o.<\/p>\n<p>P.S. 1 &#8211; Como parte das comemora\u00e7\u00f5es, a Secretaria Municipal de Educa\u00e7\u00e3o do Rio publica &#8220;Uma Hist\u00f3ria Concisa da Cidade do Rio de Janeiro: Rio 450 anos&#8221;, organizado pelo historiador Ilmar Rohloff de Mattos, com 20 artigos, um deles sobre os \u00edndios do Rio de Janeiro escrito por esse locutor que vos fala de onde foi extra\u00eddo o t\u00edtulo acima e alguns trechos aqui reproduzidos.<\/p>\n<p>P.S. Ilustra\u00e7\u00f5es: Amaro Junior, da Ugagogo Servi\u00e7os de Informa\u00e7\u00f5es Digitais, e Felipe Martins.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Bessa, mais uma vez, vai na veia. o Rio de Janeiro continua lindo, sim. Mas, na verdade, isso se deve a que tamb\u00e9m continua \u00edndio (apesar de \u00e0s vezes ter raiva disso). 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