{"id":309,"date":"2015-02-07T22:54:25","date_gmt":"2015-02-08T01:54:25","guid":{"rendered":"http:\/\/www.zagaia.blog.br\/?p=309"},"modified":"2015-02-07T22:54:25","modified_gmt":"2015-02-08T01:54:25","slug":"um-taqui-pa-ti-pai-degua","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.zagaia.blog.br\/?p=309","title":{"rendered":"Um Taqui Pa Ti PAI D&#8217;\u00c9GUA"},"content":{"rendered":"<p>A combina\u00e7\u00e3o da sabedoria popular com os saberes acad\u00eamicos n\u00e3o \u00e9 coisa simples nem f\u00e1cil. O risco de cair no folclore e na mitifca\u00e7\u00e3o populista est\u00e1 sempre presente.<\/p>\n<p>O MEC experimenta, h\u00e1 anos, o trabalho de resgate do saber ind\u00edgena. Recuperou e ampliou alguns problemas estaduais de ensino bilingue (acho que a Freida Bittencourt, no Amazonas, come\u00e7ou um, faz anos) e agora come\u00e7a a estender esse trabalho juntamente com algumas Universidades federais. A UFSC \u00e9 uma delas, e j\u00e1 tem um curso de licenciatura, o\u00a0Curso de Licenciatura Intercultural Ind\u00edgena do Sul da Mata Atl\u00e2ntica.<\/p>\n<p>O Bessa, que se dedica ao assunto h\u00e1 muito tempo, foi l\u00e1 para a defesa dos primeiros TCCs de graduandos, e conta a hist\u00f3ria em um Taqui Pra Ti pra l\u00e1 de pai d&#8217;\u00e9gua.<\/p>\n<p><a onclick=\"javascript:pageTracker._trackPageview('\/downloads\/wp-content\/uploads\/2015\/02\/Capturar.jpg');\"  href=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.zagaia.blog.br\/wp-content\/uploads\/2015\/02\/Capturar.jpg\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-310\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.zagaia.blog.br\/wp-content\/uploads\/2015\/02\/Capturar.jpg?resize=640%2C600\" alt=\"Capturar\" width=\"640\" height=\"600\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.zagaia.blog.br\/wp-content\/uploads\/2015\/02\/Capturar.jpg?w=798 798w, https:\/\/i0.wp.com\/www.zagaia.blog.br\/wp-content\/uploads\/2015\/02\/Capturar.jpg?resize=300%2C281 300w\" sizes=\"(max-width: 640px) 100vw, 640px\" data-recalc-dims=\"1\" \/><\/a><\/p>\n<p>(De Bigua\u00e7u, SC) Tr\u00eas pesquisadores ind\u00edgenas defenderam nesta quarta feira (4\/2) seus trabalhos de conclus\u00e3o de curso (TCC). Ronaldo A. Barbosa batizado em guarani como <i>Karai Dju<\/i>descreveu, com os p\u00e9s na terra, a agricultura tradicional e, para ilustrar suas hip\u00f3teses, trouxe da ro\u00e7a v\u00e1rios tipos de milho, melancia, amendoim, aipim, ab\u00f3bora e batata doce. J\u00e1 seus colegas Geraldo Moreira (<i>Karai Okenda<\/i>) e Wanderley Moreira(<i>Karai Ivyju Miri<\/i>), com os olhos no c\u00e9u, enveredaram pela astronomia e trouxeram um mapa do universo que demarca o c\u00e9u guarani com suas estrelas e constela\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<div>Alunos do Curso de Licenciatura Intercultural Ind\u00edgena do Sul da Mata Atl\u00e2ntica, eles fazem parte da turma de 120 \u00edndios <i>Xokleng Lakl\u00e3n\u00f5<\/i>, <i>Guarani<\/i> e <i>Kaingang<\/i>, com ingresso em fevereiro de 2011 na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Quatro anos depois, as defesas mencionadas &#8211; as primeiras da UFSC em terra ind\u00edgena &#8211; aconteceram n\u00e3o no campus, mas numa aldeia com o nome po\u00e9tico de <i>Reflexo das \u00c1guas Cristalinas<\/i> (<i>Yynn Moroti Wher\u00e1<\/i>em guarani), localizada no munic\u00edpio de Bigua\u00e7u, para onde os membros da banca se deslocaram.<\/div>\n<div><\/div>\n<div><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.taquiprati.com.br\/images\/Apika.jpg?resize=300%2C297\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"297\" align=\"right\" data-recalc-dims=\"1\" \/>As duas monografias se complementam como se fossem cap\u00edtulos de um livro, pois os Guarani para verem a terra, olham o c\u00e9u. Com a leitura do c\u00e9u, elaboram o calend\u00e1rio cosmol\u00f3gico chamado <i>Apyka Miri,<\/i> que conta o tempo, marca o clima, a chegada da chuva, a \u00e9poca de extrair o mel e de semear, o tempo da colheita e de fazer artesanato, a dura\u00e7\u00e3o das mar\u00e9s, a ca\u00e7a e a pesca, tudo em sintonia com <i>Nhanderu Tenonde &#8211;<\/i> o Pai Criador e com <i>Nhamandu <\/i>&#8211; o Pai Sol. A astronomia e a religi\u00e3o \u00e9 que d\u00e3o suporte para a agricultura guarani, que tem o p\u00e9 na terra e o olho no c\u00e9u.<\/div>\n<div><\/div>\n<div><b><span style=\"text-decoration: underline;\">O p\u00e9 na terra<\/span><\/b><\/div>\n<div><\/div>\n<div>Um ritual com apresenta\u00e7\u00e3o do coral e dan\u00e7a de crian\u00e7as ind\u00edgenas precedeu a defesa da monografia sobre agricultura, de 56 p\u00e1ginas, ilustrada com fotos e v\u00eddeo feitos por Ronaldo. Paramentado com um cocar de penas coloridas, ele come\u00e7ou sua exposi\u00e7\u00e3o formulando v\u00e1rias quest\u00f5es: quais as formas tradicionais usadas pelos Guarani para\u00a0 cultivar as plantas e quais delas se mant\u00e9m na atualidade? Que tipo de ferramentas s\u00e3o usadas? Quais as sementes mais cultivadas? Qual a \u00e9poca de cultivo? O que fazer diante das novas tecnologias e do mercado?<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Para buscar as respostas, ele combinou v\u00e1rios procedimentos de pesquisa.\u00a0 Entrevistou velhos s\u00e1bios e reproduziu as entrevistas em l\u00edngua guarani. Cruzou essas narrativas orais com pesquisa bibliogr\u00e1fica. Leu documentos do Minist\u00e9rio de Desenvolvimento Agr\u00e1rio, textos de Egon Schaden, de Maria In\u00eas Ladeira, algumas teses e disserta\u00e7\u00f5es. Al\u00e9m disso, saiu a campo e registrou suas observa\u00e7\u00f5es pessoais feitas em ro\u00e7as de tr\u00eas aldeias, de onde trouxe diversos tipos de milho. Desenhou o croqui das \u00e1reas cultiv\u00e1veis e ali identificou variedades de plantas.<\/div>\n<div><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.taquiprati.com.br\/images\/aldeia%20google(2).jpg?resize=414%2C234\" alt=\"\" width=\"414\" height=\"234\" align=\"right\" data-recalc-dims=\"1\" \/><\/div>\n<div>Desta forma, as imagens registradas com diferentes t\u00e9cnicas inclu\u00edram desde desenhos coloridos feitos manualmente pelo autor, passando por fotos das ro\u00e7as e das pessoas entrevistadas at\u00e9 o mapeamento das aldeias com imagens de sat\u00e9lite do <i>Google Earth<\/i>. No final, a proje\u00e7\u00e3o do v\u00eddeo sobre o tema refor\u00e7ou a rela\u00e7\u00e3o da agricultura com o mundo espiritual guarani, destacando o ritual do <i>Nhemongara\u00ed<\/i>, quando se d\u00e1 o benzimento de sementes e de alimentos junto com o batismo das crian\u00e7as.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>&#8211; <i>Nos dias atuais a agricultura tradicional guarani \u00e9 como se fosse uma agricultura org\u00e2nica ou biol\u00f3gica dos n\u00e3o ind\u00edgenas porque n\u00e3o usa nenhum tipo de adubo qu\u00edmico<\/i> &#8211; escreveu Ronaldo, que chama a aten\u00e7\u00e3o para &#8220;as armadilhas&#8221; do mercado. <i>&#8220;De alguma maneira hoje devemos controlar o que vem de fora para n\u00e3o afetar diretamente a nossa produ\u00e7\u00e3o, a nossa cultura&#8221; <\/i>&#8211; ele diz, apontando como lugares de luta a escola ind\u00edgena e &#8220;<i>a Casa de Reza<\/i> (<i>Opy<\/i>),<i>que \u00e9 a nossa primeira escola&#8221;<\/i>.<\/div>\n<div><\/div>\n<div><b><span style=\"text-decoration: underline;\">O olho no c\u00e9u<\/span><\/b><\/div>\n<div><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.taquiprati.com.br\/images\/mapa%20universo(1).jpg?resize=358%2C378\" alt=\"\" width=\"358\" height=\"378\" align=\"left\" data-recalc-dims=\"1\" \/>&#8211; <i>A letra de Nhanderu est\u00e1 escrita no c\u00e9u e na natureza, mas \u00e9 preciso aprender a ler essa letra<\/i> &#8211; explicou Alcindo Moreira (<i>Wher\u00e1 Tup\u00e3<\/i>), 106 anos, presente na defesa ao lado da esposa Rosa Mariani Cavalheiro, 98 anos, ambos entrevistados por Geraldo e Wanderley, seus filhos, a quem ensinaram a ler o c\u00e9u. O TCC feito pelos dois trata justamente do calend\u00e1rio guarani, da passagem do tempo e das esta\u00e7\u00f5es,\u00a0 que podem ser registradas atrav\u00e9s da observa\u00e7\u00e3o das estrelas e das constela\u00e7\u00f5es.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>A pesquisa explorou um campo relativamente novo para a academia &#8211; a arqueoastronomia &#8211; disciplina que estuda os conhecimentos astron\u00f4micos dos povos origin\u00e1rios da Am\u00e9rica e que a partir de 1970 come\u00e7ou a ser estudada em universidades europeias e americanas. No Brasil, a\u00a0 Ilha de Santa Catarina \u00e9 justamente a regi\u00e3o mais rica em vest\u00edgios arqueol\u00f3gicos sobre o tema &#8211; segundo o f\u00edsico Germano Bruno Afonso, professor da Universidade Federal do Paran\u00e1 (UFPR), cujos trabalhos s\u00e3o citados no TCC, de 48 p\u00e1ginas, com fotos, desenhos e um v\u00eddeo feito pelos autores.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Os dois irm\u00e3os trilharam caminho similar ao de seu colega, usando metodologia da &#8220;pedagogia da altern\u00e2ncia&#8221;, que foi bem trabalhada nas 3.420 horas de dura\u00e7\u00e3o do Curso de Licenciatura, distribu\u00eddas em &#8220;tempo universidade&#8221; e &#8220;tempo comunidade&#8221;, com a integra\u00e7\u00e3o dos dois espa\u00e7os na produ\u00e7\u00e3o do conhecimento.<\/div>\n<div>Entrevistaram os velhos s\u00e1bios guarani e cruzaram os dados obtidos com os textos m\u00edticos recolhidos por Leon Cadogan, com os escritos de Bartom\u00e9 Meli\u00e1 &#8211; que foi professor no curso e com a observa\u00e7\u00e3o do c\u00e9u.<\/div>\n<div><\/div>\n<div><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.taquiprati.com.br\/images\/calendario(2).jpg?resize=303%2C308\" alt=\"\" width=\"303\" height=\"308\" align=\"left\" data-recalc-dims=\"1\" \/>&#8211; <i>Todos os povos antigos faziam a leitura do c\u00e9u. Se n\u00e3o fizessem, n\u00e3o sobreviveriam. Trabalho muito com \u00edndios, com astronomia ind\u00edgena, principalmente com os conhecimentos dos paj\u00e9s<\/i> &#8211; diz Germano Bruno Afonso, doutor em Astronomia e Mec\u00e2nica Celeste pela Universidade de Paris VI, com p\u00f3s-doutorado no Observat\u00f3rio da C\u00f4te d&#8217;Azur e Pr\u00eamio Jabuti de 2000 com o livro &#8220;<i>O C\u00e9u dos \u00edndios Temb\u00e9<\/i>&#8220;. Ele reconhece que muitas de suas afirma\u00e7\u00f5es &#8220;<i>se baseiam no modo como os paj\u00e9s me explicaram a fazer a leitura do c\u00e9u e na sua forma de pensar&#8221;.<\/i><\/div>\n<div><\/div>\n<div><b><span style=\"text-decoration: underline;\">Como os \u00edndios pensam<\/span><\/b><\/div>\n<div><\/div>\n<div>Foi essa leitura que Geraldo e Wanderlei fizeram trabalhando nos \u00faltimos sete anos para reconstituir uma vers\u00e3o do calend\u00e1rio guarani. Orientados por <i>Wher\u00e1 Tup\u00e3<\/i>, registraram o conhecimento oral antigo, observaram as principais constela\u00e7\u00f5es, descreveram seus significados para as atividades cotidianas e constru\u00edram uma r\u00e9plica do rel\u00f3gio guarani, desenvolvendo uma metodologia para ensinar as crian\u00e7as da aldeia, que desta forma aprendem mais facilmente. Germano Bruno confirma:<\/div>\n<div><\/div>\n<div><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.taquiprati.com.br\/images\/Wanderley%20e%20relogio%20no%20chao.png?resize=351%2C416\" alt=\"\" width=\"351\" height=\"416\" align=\"right\" data-recalc-dims=\"1\" \/>&#8211; Para o ensino da Astronomia \u00e0s crian\u00e7as, o c\u00e9u guarani \u00e9 um auxiliar precioso. Quando elas aprendem as constela\u00e7\u00f5es ind\u00edgenas &#8211; da Anta, do Veado, da Ema, da Cobra, da Canoa, do Homem Velho, etc &#8211; a vers\u00e3o ocidental fica mais f\u00e1cil de ensinar. N\u00e3o precisa for\u00e7ar a imagina\u00e7\u00e3o, voc\u00ea olha e enxerga. Por que? Porque os \u00edndios n\u00e3o apenas juntam as estrelas brilhantes, mas formam as figuras com as manchas claras e escuras da Via L\u00e1ctea. Assim, eles veem mesmo determinado animal no c\u00e9u. Como aquela brincadeira que se faz com as crian\u00e7as de enxergar desenhos nas nuvens.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Os dois concludentes esclarecem que <i>&#8220;o pensamento guarani n\u00e3o \u00e9 est\u00e1tico, nem imut\u00e1vel. As constela\u00e7\u00f5es sazonais oferecem uma enorme diversidade de interpreta\u00e7\u00e3o. Para acessar essa cosmologia \u00e9 preciso considerar a localiza\u00e7\u00e3o f\u00edsica e geogr\u00e1fica de cada grupo ind\u00edgena, com os que habitam o litoral e o interior ou diferentes latitudes<\/i>&#8220;.<\/div>\n<div>Outras defesas de TCC ocorrer\u00e3o at\u00e9 final de fevereiro. As monografias est\u00e3o comprovando que os \u00edndios s\u00e3o capazes de se apropriar dos m\u00e9todos da academia para produzir conhecimento, mas sobretudo que eles trazem relevante contribui\u00e7\u00e3o para que a universidade aprenda como pensam os \u00edndios. Ronaldo, que antes se formou como t\u00e9cnico em agropecu\u00e1ria no Col\u00e9gio Agr\u00edcola de Araquari (SC), diz que ele tem hoje a vis\u00e3o de dois mundos e pode transitar por ambos: &#8220;<i>Dessa forma est\u00e1 sendo plantada uma semente onde vamos poder colher bons frutos&#8221;.<\/i><\/div>\n<div><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.taquiprati.com.br\/images\/FRUTAS.png?resize=330%2C259\" alt=\"\" width=\"330\" height=\"259\" align=\"right\" data-recalc-dims=\"1\" \/><\/div>\n<div>Ah, ia me esquecendo. Por falar em bons frutos, entre uma defesa de manh\u00e3 e a outra de tarde, os integrantes da banca almo\u00e7aram os anexos da monografia: milho, melancia, car\u00e1, batata doce. Estavam deliciosos. Nota dez.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>P.S.1 As bancas examinadoras foram compostas por Helena Alpini (orientadora), Maria Dorothea Post Darella, Aldo Litaiff e este locutor que vos fala, todos professores do curso. Mas de outra esp\u00e9cie de &#8220;banca informal, fizeram parte os s\u00e1bios guarani Alcindo Moreira, Rosa Mariani Cavalheiro e Nadir Amorim, que aprovaram o trabalho dos tr\u00eas alunos.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>P.S. 2 &#8211; A UFSC apresentou em 2009 proposta do Curso de Licenciatura ao PROLIND &#8211; um programa de apoio \u00e0 forma\u00e7\u00e3o superior de professores que atuam em escolas ind\u00edgenas. Agora, negocia com o MEC para que a Licenciatura Intercultural Ind\u00edgena se transforme num curso regular a partir de agosto de 2015. A equipe esteve formada, entre outros professores, por Maria Dorothea Post Darella, Ana L\u00facia Notzold, Cl\u00f3vis Brighenti, Lucas Bueno &#8211; coordenador geral e Rivelino Barreto Tukano, coordenador pedag\u00f3gico.<\/div>\n<div>Foto dos concludentes com dona Rosa e seu Alcindo de Iclicia Viana.<\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A combina\u00e7\u00e3o da sabedoria popular com os saberes acad\u00eamicos n\u00e3o \u00e9 coisa simples nem f\u00e1cil. O risco de cair no folclore e na mitifca\u00e7\u00e3o populista est\u00e1 sempre presente. 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