{"id":291,"date":"2015-01-11T22:14:28","date_gmt":"2015-01-12T01:14:28","guid":{"rendered":"http:\/\/www.zagaia.blog.br\/?p=291"},"modified":"2015-01-11T22:14:28","modified_gmt":"2015-01-12T01:14:28","slug":"serei-eu-charlie","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.zagaia.blog.br\/?p=291","title":{"rendered":"Serei eu Charlie?"},"content":{"rendered":"<p>Nos dias seguintes ao atentado, ao lado das manifesta\u00e7\u00f5es de solidariedade e pesar pelos assassinatos, apareceram tamb\u00e9m artigos lembrando o racismo, a islamofobia que assola a Europa (n\u00e3o apenas l\u00e1, \u00e9 claro), e quem lembrasse tamb\u00e9m que o PC (a droga do politicamente correto, aussi dit bon sense) e at\u00e9 o bom gosto n\u00e3o permitiriam que as caricaturas do Charlie Hebdo circulassem impunemente.<\/p>\n<p>N\u00e3o cheguei a ler nenhum que afirmasse que as caricaturas \u201cjustificavam\u201d a raiva dos jovens terroristas. Mas v\u00e1rios levantaram a quest\u00e3o de que o ambiente racista, e particularmente islamof\u00f3bico, na Fran\u00e7a de hoje, criava esse \u201ccaldo de cultura\u201d de ressentimentos que, em \u00faltima inst\u00e2ncia, levou \u00e0 trag\u00e9dia.<\/p>\n<p>N\u00e3o concordo.<\/p>\n<p>Vou tentar examinar mais de perto.<\/p>\n<p>Um dos mais elaborados artigos que li foi escrito por Zuni, que mantem o blog <a onclick=\"javascript:pageTracker._trackPageview('\/outgoing\/descolonizacoes.blogspot.com.br\/2015\/01\/por-que-nao-sou-charlie-hebdo.html');\"  href=\"http:\/\/descolonizacoes.blogspot.com.br\/2015\/01\/por-que-nao-sou-charlie-hebdo.html\" target=\"_blank\">Descoloniza\u00e7\u00f5es<\/a>. O argumento de Zuni se desdobra em v\u00e1rios aspectos.<\/p>\n<p>Zuni come\u00e7a assim estruturando seu argumento: <em>\u201cEntretanto, n\u00e3o quero falar agora sobre as diverg\u00eancias de opini\u00e3o, e sim sobre o consenso, expresso no slogan \u201cJe suis Charlie\u201d (Eu sou Charlie), que inundou as redes sociais e capas de jornais ao redor do planeta. O slogan \u00e9 atrelado \u00e0 ideia de que o que ocorreu ontem na Fran\u00e7a implica um atentado contra a liberdade de imprensa e valores democr\u00e1ticos ocidentais; implica dizer que toda imprensa \u00e9 livre pra publicar irresponsavelmente qualquer conte\u00fado; implica dizer que o direito de zombar de uma religi\u00e3o \u00e9 o mesmo que lutar pelo estado laico; e implica, principalmente, que o ataque foi simplesmente resultado do extremismo (ou da falta de senso de humor) religioso diante de uma critica \u201c\u00e1cida e sagaz\u201d, excetuando-se todo o contexto de marginaliza\u00e7\u00e3o e discrimina\u00e7\u00e3o da comunidade mu\u00e7ulmana na Fran\u00e7a. Principalmente, implica ignorar \u00e0 que se prop\u00f5e e quais os efeitos dessas charges no contexto pol\u00edtico-ideol\u00f3gico de um pa\u00eds com n\u00edveis alarmantes de racismo\u201d.<\/em><\/p>\n<p>A quest\u00e3o das piadas racistas e homof\u00f3bicas \u00e9 amplamente tratada. Cita o caso de seus pais, quando o macho da casa repetia incansavelmente piadas machistas para a m\u00e3e, que sorria amarelo. Menciona o not\u00f3rio caso do Gentili e seu racismo e machismo que se expressam repetidamente. Mas, principalmente, assinala como o preconceito contra os imigrantes, e particularmente a islamofobia, grassa na Europa e na Fran\u00e7a, e se torna componente important\u00edssimo no discurso da direita (desde o \u201cmoderado\u201d Sarkozy at\u00e9 a babenta Marine Le Pen).<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>Por outro lado, levanta a quest\u00e3o da liberdade de express\u00e3o, qualificando as medidas do parlamento franc\u00eas de impedir o uso de v\u00e9u nas escolas como censura \u00e0 liberdade de express\u00e3o. Afirma que <em>\u201ca Fran\u00e7a tornou-se o primeiro pa\u00eds do mundo \u00e0 proibir manifesta\u00e7\u00f5es de apoio \u00e0 Palestina, durante os bombardeios israelenses \u00e0 Faixa de Gaza, que assassinaram 1.951 pessoas e feriram 10.193 civis. Qualquer pessoa que participasse de um protesto contra os crimes de guerra de Israel, praticas de Terrorismo de Estado respaldadas ideologicamente por pol\u00edticos e formadores de opini\u00e3o entre a popula\u00e7\u00e3o israelense atrav\u00e9s de fundamentalismo nacionalista e argumentos de fundamentalismo religioso judaico e islamofobia, seria preso por um ano ou pagaria multa de 15 mil euros. Se o manifestante cobrisse o rosto durante o protesto, a pena subia pra tr\u00eas anos de deten\u00e7\u00e3o<\/em>\u201d (sic).<\/p>\n<p>De fato, houve proibi\u00e7\u00e3o de manifesta\u00e7\u00f5es em Paris, diante de conflitos e depreda\u00e7\u00f5es, e que foram suspensas em seguida. A legisla\u00e7\u00e3o francesa prev\u00ea as san\u00e7\u00f5es (n\u00e3o o agravamento por conta do uso de v\u00e9u, e sim por conta do uso de m\u00e1scaras) para manifesta\u00e7\u00f5es n\u00e3o autorizadas. E lembremos da pol\u00eamica sobre os mascarados por aqui. N\u00e3o foi, portanto, dirigida especificamente contra a situa\u00e7\u00e3o em Gaza, e tentar caracterizar dessa maneira a legisla\u00e7\u00e3o (da qual sou contra) n\u00e3o \u00e9 correto.<\/p>\n<p>Quanto ao conflito em Gaza, Fran\u00e7ois Hollande foi taxativo, evidenciando a impossibilidade de se manter neutralidade diante do caso. Laurent Fabius, ministro de Rela\u00e7\u00f5es exteriores declarou: &#8220;<a onclick=\"javascript:pageTracker._trackPageview('\/outgoing\/exame.abril.com.br\/mundo\/noticias\/direitos-de-israel-nao-justificam-carnificina-diz-franca');\"  href=\"http:\/\/exame.abril.com.br\/mundo\/noticias\/direitos-de-israel-nao-justificam-carnificina-diz-franca\" target=\"_blank\">Quantos<\/a> mais precisar\u00e3o morrer para que se pare o que s\u00f3 pode ser chamado de carnificina em Gaza? A tradi\u00e7\u00e3o de amizade entre a Fran\u00e7a e Israel \u00e9 antiga e o direito de Israel buscar sua seguran\u00e7a \u00e9 total, mas esse direito n\u00e3o justifica o assassinato de crian\u00e7as e o massacre de civis.&#8221; Isso tudo, evidentemente, n\u00e3o elimina a hipocrisia do governo franc\u00eas, como expressa a falta de pejo de convidar o genocida Netanyhau para as manifesta\u00e7\u00f5es do domingo contra os assassinatos.<\/p>\n<p>A posi\u00e7\u00e3o do Zuni vem se expandindo. Leonardo Boff republicou um texto do jornalista <a onclick=\"javascript:pageTracker._trackPageview('\/outgoing\/leonardoboff.wordpress.com\/2015\/01\/10\/je-ne-suis-pas-charlie-el-rafo-saldanha-verdadeiro-autor\/');\"  href=\"https:\/\/leonardoboff.wordpress.com\/2015\/01\/10\/je-ne-suis-pas-charlie-el-rafo-saldanha-verdadeiro-autor\/\" target=\"_blank\">Rafo Saldanha<\/a> \u00a0e <a onclick=\"javascript:pageTracker._trackPageview('\/outgoing\/www1.folha.uol.com.br\/opiniao\/2015\/01\/1573356-tariq-ali-guerra-entre-fundamentalismos.shtml?cmpid=compfb');\"  href=\"http:\/\/www1.folha.uol.com.br\/opiniao\/2015\/01\/1573356-tariq-ali-guerra-entre-fundamentalismos.shtml?cmpid=compfb\" target=\"_blank\">Tariq Ali<\/a>, romancista e militante contra a islamofobia, (que eu admiro muito) tamb\u00e9m publicou artigo na FSP que tem pelo menos um par\u00e1grafo que considero problem\u00e1tico. Diz ele, no artigo que \u201cao contr\u00e1rio dos inquisidores medievais da Sorbonne, eles n\u00e3o t\u00eam a autoridade legal e teol\u00f3gica para assediar livreiros e donos de gr\u00e1ficas, proibir livros ou torturar escritores, de modo que se sentem livres para dar um passo al\u00e9m\u201d. \u00c9 bom lembrar dos inquisidores, mas o fato \u00e9 que a quest\u00e3o da \u201cautoridade\u201d n\u00e3o resolve nada.<\/p>\n<p>Um argumento sempre presente nessas manifesta\u00e7\u00f5es pode ser assim resumido: a Fran\u00e7a tem cerca de 6 milh\u00f5es de mu\u00e7ulmanos. Boa parte deles j\u00e1 s\u00e3o franceses de nascimento, filhos de imigrantes, ou imigrantes, principalmente do Magrebe, e eles se sentem ofendidos com as charges do Charlie Hebdo, que promovem a islamofobia e zombam de suas cren\u00e7as. Boa parte dos que manifestaram suas reservas ao jornal dizem que o fato de publicarem tamb\u00e9m charges contra outras religi\u00f5es n\u00e3o justifica o que fazem com o islamismo.<\/p>\n<p>O argumento sempre se centra na situa\u00e7\u00e3o de marginalidade, pobreza e preconceito que sofrem os mu\u00e7ulmanos franceses, ou na Fran\u00e7a. Bem, nesse caso \u00e9 preciso deixar bem claro que isso da\u00ed \u00e9 uma manifesta\u00e7\u00e3o de algo mais profundo: chama-se sistema capitalista, que promove a exclus\u00e3o, a explora\u00e7\u00e3o e a marginaliza\u00e7\u00e3o de modo sistem\u00e1tico. O racismo \u00e9 t\u00e3o somente um epifen\u00f4meno dessa caracter\u00edstica mais ampla. Aparece aqui no Brasil como essas supostas elites assumindo que pobre\/preto = ladr\u00e3o e outras p\u00e9rolas do mesmo g\u00eanero. Evidentemente, provoca dores e sofrimentos espec\u00edficos nessas popula\u00e7\u00f5es. Que, ali\u00e1s, mudam de tempos em tempos. Perguntem aos portugueses que migraram para a Fran\u00e7a ou para a Alemanha nos anos 60\/70 como eram tratados?<\/p>\n<p><a onclick=\"javascript:pageTracker._trackPageview('\/outgoing\/www.article11.info\/?Charlie-Hebdo-pas-raciste-Si-vous');\"  href=\"http:\/\/www.article11.info\/?Charlie-Hebdo-pas-raciste-Si-vous\" target=\"_blank\">Olivier Cyran<\/a>, que foi colaborador do Charlie Hebdo, h\u00e1 mais de um ano publicou artigo bem fundamentado, longo (e chato) dizendo que o jornal vinha celeremente se transformando em porta voz da islamofobia. Ivone Benedetti desencavou o pr\u00f3prio. \u00a0Enfim, por a\u00ed vai.<\/p>\n<p>Em uma palavra: o Charlie Hebdo conseguia(e) ser, ao mesmo tempo, parte de uma tradi\u00e7\u00e3o francesa que remonta a antes da Revolu\u00e7\u00e3o. Mas, ao mesmo tempo, descambou recentemente para posi\u00e7\u00f5es islamof\u00f3bicas, sim. O pa\u00eds que produziu Sade, Voltaire e tantos e tantos outros tem uma tradi\u00e7\u00e3o cultural enraizada de iconoclastia. Que j\u00e1 custou outras vidas e n\u00e3o \u00e9 mantida sem lutas. E isso \u00e9 importante.<\/p>\n<p>Existe uma quest\u00e3o de fundo nessa situa\u00e7\u00e3o que deve ser objeto permanente de reflex\u00e3o. A situa\u00e7\u00e3o no Oriente M\u00e9dio e em outros pa\u00edses da \u00c1sia e da Oceania \u2013 nem todos isl\u00e2micos \u2013 \u00e9 tratada pela superpot\u00eancia dominante e seus aliados como uma quest\u00e3o de for\u00e7a. Os EUA, a Inglaterra, a Fran\u00e7a e seus aliados menores acham que resolvem tudo na ponta de bombas e com interven\u00e7\u00f5es militares. O sonho de impor o modelo de democracia americana (sem se dar ao trabalho de ver o rabo sujo que tem l\u00e1 dentro) faz que o uso da for\u00e7a se espalhe e, consequentemente, gera rea\u00e7\u00f5es igualmente est\u00fapidas.<\/p>\n<p>Quando pessoas com um m\u00ednimo de bom senso, como foi o caso da Presidenta Dilma na Assembleia da ONU, afirmam que a quest\u00e3o passa por negocia\u00e7\u00f5es e respeito, os trogloditas j\u00e1 partem para dizer que se \u00e9 conivente com as degola\u00e7\u00f5es desses insanos do tal califado. O buraco, infelizmente, \u00e9 mais embaixo. E essa atitude arrogante vai se espalhando e criando trag\u00e9dias pelo mundo inteiro.<\/p>\n<p>Os cr\u00edticos ao Charlie Hebdo sustentam que deve-se respeitar a cultura do Isl\u00e3, e que a atitude do jornal era profundamente ofensiva e criou o caldo que o transformou em alvo.<\/p>\n<p>Defendo o respeito \u00e0s manifesta\u00e7\u00f5es culturais de cada povo. Como cidad\u00e3o, como antrop\u00f3logo e como algu\u00e9m que pensa que isso \u00e9 condi\u00e7\u00e3o para vivermos em paz: respeito.<\/p>\n<p>Por isso mesmo, quem vai para um pa\u00eds mu\u00e7ulmano deve atentar para as proibi\u00e7\u00f5es e costumes culturalmente estabelecidos: as mulheres devem, sim, usar v\u00e9u, e todos devem se abster de beber \u00e1lcool em p\u00fablico. Desobedecer isso \u00e9 falta de respeito e provoca\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Mas o inverso tamb\u00e9m \u00e9 verdadeiro. Quem mora na Fran\u00e7a tem que absorver certas tradi\u00e7\u00f5es culturais, inclusive a iconoclastia. Sejam l\u00e1 quais as raz\u00f5es pelas quais foram morar l\u00e1.<\/p>\n<p>No fundo, como acho todas as religi\u00f5es rid\u00edculas, j\u00e1 nem me importo pessoalmente com essas manifesta\u00e7\u00f5es exteriores de religiosidade. Fico at\u00f4nito ao ver os judeus de certas seitas ortodoxas usando capotes apropriados para o frio siberiano no ver\u00e3o brasileiro. Azar o deles se querem ter essa sauna particular como express\u00e3o de religiosidade. Ou mu\u00e7ulmanas usando hijab. Problemas deles.<\/p>\n<p>Eu, como disse S\u00e3o Lu\u00eds Bu\u00f1uel, \u00fanico santo de minha devo\u00e7\u00e3o: \u201cGra\u00e7as a deus, sou ateu\u201d.<\/p>\n<p>Mas me incomodo profundamente com as invoca\u00e7\u00f5es \u00e0 divindade na Constitui\u00e7\u00e3o, com crucifixos em tribunais, no Congresso e em algumas reparti\u00e7\u00f5es p\u00fablicas. Ainda temos muito que fazer para garantir o car\u00e1ter laico do Estado, e acho correta a atitude dos legisladores franceses que enfatizaram isso, proibindo o hijab nas escolas e pres\u00e9pios como iniciativas p\u00fablicas. O Papai Noel e a cafon\u00e1lia natalina que enfeia nossas cidades em dezembro \u00e9 t\u00e3o rid\u00edcula que tamb\u00e9m j\u00e1 nem me incomoda.<\/p>\n<p>O atentado foi um ato pol\u00edtico desses terroristas. Atacaram o jornal, como poderiam ter atacado outros alvos. Mas o fato \u00e9: atacaram o jornal e assassinaram os jornalistas.<\/p>\n<p>Por isso mesmo, foi TAMB\u00c9M um ataque \u00e0 liberdade de express\u00e3o.<\/p>\n<p>E a quest\u00e3o central disso tudo \u00e9:<\/p>\n<p>&#8211; Proibir n\u00e3o adianta nada. Impedir de fazer piadas machistas, homof\u00f3bicas, islamof\u00f3bicas e racistas em geral n\u00e3o elimina os problemas. S\u00f3 lhes d\u00e1 uma capa de oculta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&#8211; Proibir o outro, principalmente no caso da liberdade de express\u00e3o, \u00e9 tamb\u00e9m me proibir de esculhambar pulhas de todos os g\u00eaneros, desde os Danilo Gentili at\u00e9 os Reinaldo Azevedo, Olavo Carvalho, a Veja e outros jornal\u00f5es.<\/p>\n<p>Assassinatos, s\u00f3 acrescentam a trag\u00e9dia.<\/p>\n<p>Por isso mesmo, e <em>malgr\u00e9<\/em> eles mesmos,<\/p>\n<p><em>Je suis Charlie.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nos dias seguintes ao atentado, ao lado das manifesta\u00e7\u00f5es de solidariedade e pesar pelos assassinatos, apareceram tamb\u00e9m artigos lembrando o racismo, a islamofobia que assola a Europa (n\u00e3o apenas l\u00e1, \u00e9 claro), e quem lembrasse tamb\u00e9m que o PC (a &hellip; <a href=\"http:\/\/www.zagaia.blog.br\/?p=291\">Continue lendo <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false},"categories":[1],"tags":[149],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p4Lc9A-4H","_links":{"self":[{"href":"http:\/\/www.zagaia.blog.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/291"}],"collection":[{"href":"http:\/\/www.zagaia.blog.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/www.zagaia.blog.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.zagaia.blog.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.zagaia.blog.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=291"}],"version-history":[{"count":1,"href":"http:\/\/www.zagaia.blog.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/291\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":292,"href":"http:\/\/www.zagaia.blog.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/291\/revisions\/292"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/www.zagaia.blog.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=291"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/www.zagaia.blog.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=291"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/www.zagaia.blog.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=291"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}