{"id":270,"date":"2014-12-25T20:43:24","date_gmt":"2014-12-25T23:43:24","guid":{"rendered":"http:\/\/www.zagaia.blog.br\/?p=270"},"modified":"2014-12-25T20:43:24","modified_gmt":"2014-12-25T23:43:24","slug":"boyhood-um-filme-a-ver","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.zagaia.blog.br\/?p=270","title":{"rendered":"BOYHOOD \u2013 UM FILME A VER"},"content":{"rendered":"<p><a onclick=\"javascript:pageTracker._trackPageview('\/outgoing\/www.imdb.com\/title\/tt1065073\/?ref_=ext_shr_eml_tt');\"  href=\"http:\/\/www.imdb.com\/title\/tt1065073\/?ref_=ext_shr_eml_tt\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignleft wp-image-271 size-full\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.zagaia.blog.br\/wp-content\/uploads\/2014\/12\/boyhood-cartaz.jpg?resize=214%2C317\" alt=\"boyhood cartaz\" width=\"214\" height=\"317\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.zagaia.blog.br\/wp-content\/uploads\/2014\/12\/boyhood-cartaz.jpg?w=214 214w, https:\/\/i0.wp.com\/www.zagaia.blog.br\/wp-content\/uploads\/2014\/12\/boyhood-cartaz.jpg?resize=203%2C300 203w\" sizes=\"(max-width: 214px) 100vw, 214px\" data-recalc-dims=\"1\" \/><\/a> Fomos assistir <a onclick=\"javascript:pageTracker._trackPageview('\/outgoing\/youtu.be\/Ys-mbHXyWX4');\"  href=\"http:\/\/youtu.be\/Ys-mbHXyWX4\" target=\"_blank\"><em>Boyhood \u2013 Da Inf\u00e2ncia \u00e0 Juventude<\/em><\/a>, do Richard Linklater, na antev\u00e9spera do Natal. Nem havia percebido que o filme durava quase tr\u00eas horas. E nem notei as horas passarem.<\/p>\n<p>O enredo \u00e9 simples, a partir de uma ideia engenhosa. Linklater selecionou um grupo de atores, incluindo um garoto que, no in\u00edcio das filmagens, tinha sete anos de idade, e foi emendando esquetes da vida desse menino-adolescente-jovem nos doze anos seguintes. Inclui uma irm\u00e3, a m\u00e3e e o pai, os filhos de outro casamento da m\u00e3e, colegas de escola, namoros, projetos de vida e tudo mais que acontece nesse per\u00edodo de vida.<\/p>\n<p>Aparentemente, nada de extraordin\u00e1rio acontece. \u00c9 um menino que cresce, vai para a escola, passa pela adolesc\u00eancia e, jovem, sai de casa para ir para a universidade. A m\u00e3e est\u00e1 separada, casa-se duas vezes no decorrer da hist\u00f3ria; a irm\u00e3 \u00e9 uma pentelha no come\u00e7o que vai ficando simp\u00e1tica.<\/p>\n<p>O pai, apesar de separado, est\u00e1 sempre presente na vida dos garotos.<\/p>\n<p>Um elenco muito bom. Linklater aposta em um garoto, sem saber se ele realmente poder\u00e1 ser o ator necess\u00e1rio para a adolesc\u00eancia. O mesmo com a menina, que \u00e9 sua filha e tenta desistir no meio do caminho. Os dois personagens adultos, a m\u00e3e, Patr\u00edcia Arquette e o pai, Ethan Hawk, tamb\u00e9m est\u00e3o \u00f3timos.<\/p>\n<p>Ethan Hawk j\u00e1 fez tr\u00eas filmes com Linklader, a trilogia \u201cAntes do Amanhecer\u201d, \u201cAntes do P\u00f4r-do-sol\u201d e \u201cAntes da Meia-Noite\u201d. Sua estreia como ator foi como o jovem Todd, em \u201cSociedade dos Poetas Mortos\u201d e tamb\u00e9m trabalhou em \u201cNa\u00e7\u00e3o Fast-Food\u201d e \u201cAntes que o Diabo saiba que voc\u00ea est\u00e1 morto\u201d. Faz o papel de Chet Baker em um filme que est\u00e1 em p\u00f3s-produ\u00e7\u00e3o, e em v\u00e1rios outros filmes que se destacam da mediocridade corrente.<\/p>\n<p>Patricia Arquette \u00e9 uma triz interessante, que valoriza at\u00e9 papeis bobos que andou desempenhando por a\u00ed. Um tra\u00e7o interessante em \u201cBoyhood\u201d \u00e9 como ele aparece gorda, magra, feiosa, simp\u00e1tica e s\u00e9ria no decorrer dos anos. A impress\u00e3o que d\u00e1 \u00e9 que, em alguns dos anos, ela realmente nem gostaria de estar filmando, mas avan\u00e7a com galhardia na hist\u00f3ria da m\u00e3e que engravida jovem, volta para a universidade com dois filhos e persiste at\u00e9 virar professora. No meio do caminho casa e se divorcia mais duas vezes, e os maridos, todos, s\u00e3o contrastes entre si. O personagem de Hawk, o primeiro, parece um sujeito meio irrespons\u00e1vel que se manda para o Alasca. Depois que volta, acaba se firmando como avaliador de riscos para seguradoras. No final comenta com o filho que \u201cagora era o que a m\u00e3e dele gostaria que ele fosse quando se conheceram\u201d.<\/p>\n<p><a onclick=\"javascript:pageTracker._trackPageview('\/downloads\/wp-content\/uploads\/2014\/12\/an\u00fancio-fantasma-Digital.jpg');\"  href=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.zagaia.blog.br\/wp-content\/uploads\/2014\/12\/an\u00fancio-fantasma-Digital.jpg\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-272\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.zagaia.blog.br\/wp-content\/uploads\/2014\/12\/an\u00fancio-fantasma-Digital.jpg?resize=597%2C174\" alt=\"an\u00fancio fantasma Digital\" width=\"597\" height=\"174\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.zagaia.blog.br\/wp-content\/uploads\/2014\/12\/an\u00fancio-fantasma-Digital.jpg?w=597 597w, https:\/\/i0.wp.com\/www.zagaia.blog.br\/wp-content\/uploads\/2014\/12\/an\u00fancio-fantasma-Digital.jpg?resize=300%2C87 300w\" sizes=\"(max-width: 597px) 100vw, 597px\" data-recalc-dims=\"1\" \/><\/a><\/p>\n<p>O pai aparece no filme com essa panca de irrespons\u00e1vel, sutilmente transmitida pela m\u00e3e. Fiquei sempre esperando que ele fizesse uma falseta com os filhos, mas resultou ser um pai muito presente, caloroso.<\/p>\n<p>A hist\u00f3ria do filme \u00e9 quase uma \u201cn\u00e3o hist\u00f3ria\u201d. N\u00e3o acontece nada de not\u00e1vel ou particularmente interessante. Mas isso esconde a for\u00e7a do trabalho de Linklader, que vai exemplificando, com os pequenos esquetes de cada ano, como vai se formando uma personalidade. Ou, melhor dizendo, como evoluem as carater\u00edsticas de cada um dos membros daquela fam\u00edlia. M\u00e3e, pai, filho e filha aparecem em sua transforma\u00e7\u00e3o continuada. Os mais velhos, da juventude ao amadurecimento; par de filhos da inf\u00e2ncia \u00e0 juventude.<\/p>\n<p>\u00c9 um filme muito \u201cfalado\u201d, como os de Woody Allen. Ali\u00e1s, o estilo de Linklader me lembrou o de Allen. N\u00e3o pela introspec\u00e7\u00e3o e autocomisera\u00e7\u00e3o da cultura judaica que o Woody vai mostrando enquanto faz piadas, mas pelos coment\u00e1rios constantes que os personagens trocam entre si.<\/p>\n<p>Segundo Linklader, a partir da ideia original, ele foi construindo os mini-roteiros a cada ano, considerando as transforma\u00e7\u00f5es que observava nos jovens, na sociedade dos EUA e sua percep\u00e7\u00e3o. Dessa maneira constr\u00f3i um document\u00e1rio que, paradoxalmente, \u00e9 absolutamente ficcional, mas transmite com fluidez a forma\u00e7\u00e3o da weltanschauung do rapaz e as sutis transforma\u00e7\u00f5es da sociedade onde vive.<\/p>\n<p>Vale a pena ver. Curti demais.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Fomos assistir Boyhood \u2013 Da Inf\u00e2ncia \u00e0 Juventude, do Richard Linklater, na antev\u00e9spera do Natal. Nem havia percebido que o filme durava quase tr\u00eas horas. E nem notei as horas passarem. 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